'Ainda sou o presidente', diz Blatter após acusações de 'ditador'

Ex-candidato ao cargo, Luís Figo, chegou a afirmar que a Fifa vive uma ditadura atualmente

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Presidente participou de evento na manhã desta segunda, no Rio, e se esquivou de perguntas sobre o caso
Reprodução Facebook
Presidente participou de evento na manhã desta segunda, no Rio, e se esquivou de perguntas sobre o caso

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, quebrou o silêncio e rebateu nesta terça-feira (26) a acusação do ex-jogador português Luís Figo de que a entidade vive uma ditadura.

"Figo é um homem livre para dizer o que quiser. Podiam perguntar a ele por que me chamou de ditador? Já recebi muitos títulos, e ainda sou o presidente até sexta-feira (30)", afirmou.

A declaração de Blatter foi dada em Zurique, pouco antes de ele participar de uma reunião da Concacaf, entidade que reúne as seleções da América Central.

A Fifa realiza na sexta-feira a eleição do novo presidente. No cargo desde 1998, Blatter deve ser reeleito com tranquilidade -seu único adversário é o príncipe da Jordânia, Ali bin Al-Hussein.

O português Luís Figo era candidato até semana passada, quando saiu da disputa disparando contra o comando da entidade. Junto dele também desistiu da candidatura o dirigente holandês Michael van Praag. Ambos apoiam agora o príncipe da Jordânia.

Em um comunicado, Figo criticou a eleição de sexta-feira (29) e classificou de "ditadura" o atual modelo de comando da Fifa.

Ao todo, 209 federações votam na eleição, que será realizada durante o congresso da entidade. Até agora, do ponto de vista relevante, o príncipe da Jordânia recebeu apenas o apoio dos cartolas europeus, sobretudo do presidente da Uefa, Michel Platini, mas insuficiente para derrotar Blatter.

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