Governo tem 'votos' para aprovar ajuste no Senado, diz Temer

Segundo o articulador político do Palácio do Planalto, as três medidas provisórias do pacote que estão na Casa serão votadas nesta semana, sem risco de perderem a validade

iG Minas Gerais | Folhapress |

O vice-presidente Michel Temer (PMDB) disse nesta terça (26) que o governo tem "votos suficientes" para aprovar o ajuste fiscal no Senado. Segundo o articulador político do Palácio do Planalto, as três medidas provisórias do pacote que estão na Casa serão votadas nesta semana, sem risco de perderem a validade.

"O líder do governo no Senado [Delcídio Amaral (PT-MS)] fez um levantamento e verificou que há número suficiente [de senadores] para votar", disse Temer após reunião no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente.

"O governo nunca cogitou [deixar que as medidas percam a validade]. Vamos levar todas as medidas do ajuste até o final. A MP 665 [que restringe o acesso aos benefícios trabalhistas] será votada hoje e votaremos as outras duas necessariamente esta semana", completou o peemedebista.

Participaram do encontro no Jaburu, além de Temer e Delcídio, os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil), Carlos Gabas (Previdência Social) e Nelson Barbosa (Planejamento), e senadores de partidos da base aliada. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, não compareceu e sua assessoria justificou a ausência em razão de uma gripe forte.

Temer, por sua vez, negou que haja qualquer tipo de crise. "Levy está gripadíssimo e hoje não pôde vir. Não há crise de nenhuma natureza a não ser a gripe", brincou o vice-presidente. O ministro da Fazenda também não compareceu, na última sexta-feira (22), ao anúncio do corte do Orçamento, o que gerou rumores de que ele estaria contrariado com a proporção do corte anunciado.

PT

Desde segunda-feira (25), Temer articula a votação do pacote no Senado, que sofre ameaça de dissidência entre os senadores do PT, partido da presidente Dilma. Em conversa com o vice-presidente na manhã de segunda, Dilma prometeu alinhar a bancada do PT e conseguir pelo menos 11 dos 13 votos petistas.

"O governo está empenhado nisso e, seguramente, o Senado também se empenhará", disse Temer sobre a votação desta terça. Caso não sejam votadas até dia 1º de junho, as medidas provisórias do pacote fiscal perdem a validade.

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