Arrecadação por habitante é menor que média nacional

iG Minas Gerais |

Das 34 cidades da região metropolitana de Belo Horizonte, apenas dez têm arrecadação per capita maior que a média nacional, correspondente a R$ 2.500. Isso significa que a maior parte das cidades da Grande BH tem um orçamento proporcionalmente menor que a média das demais cidades brasileiras.

Itatiaiuçu, com pouco mais de 10 mil habitantes, que tem a maior arrecadação per capita: R$ 6.661,73. Ribeirão das Neves ocupa o extremo negativo da estatística, com apenas R$ 838,79 por morador.

O prefeito de Igarapé, município de 38 mil habitantes e com arrecadação per capita de R$ 1.583,19 por morador, José Carlos Gomes, o Kalu (PPS), reclama que esse indicador dá a dimensão da dificuldade de arrecadação pela qual algumas prefeituras passam. “Minha cidade tem arrecadação muito abaixo da média nacional. Isso significa que você não consegue oferecer um serviço nem mediano. Nós precisaríamos de mais R$ 36 milhões por ano para ficar na média”, lamenta.

Programa de governo. Outra crítica do prefeito igarapeense é com relação à definição de políticas públicas em níveis estadual e nacional. Kalu aponta que esse ranking (ver quadro ao lado) deveria nortear os investimentos e repasses dos governos estadual e federal nas cidades. Hoje, o critério adotado na maior parte dos casos é populacional.

“Isso é eleitoral. O PAC Máquinas, do governo federal, distribuiu equipamentos para todos os municípios com menos de 50 mil habitantes. Mas a cidade de Esmeraldas, por exemplo, com 65 mil, ficou fora. No entanto, proporcionalmente, sua arrecadação é bem menor que a de uma cidade como Itatiaiuçu, que foi contemplada mas poderia adquirir as máquinas”, explica. Esmeraldas tem arrecadação per capita de R$ 1.196,99, menos da metade da média nacional. (LP)

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