“Dheepan” leva a Palma de Ouro

Rooney Mara e Emmanuelle Bercot compartilharam o prêmio de melhor atriz e “The Lobster” caiu no gosto do júri

iG Minas Gerais | da redação |


Láurea. 

O diretor francês
Jacques
 Audiard, de
“Dheepan” agradece o prêmio
BERTRAND LANGLOIS
Láurea. O diretor francês Jacques Audiard, de “Dheepan” agradece o prêmio

O filme “Dheepan”, do francês Jacques Audiard, recebeu ontem a Palma de Ouro, prêmio máximo da 68ª edição do Festival de Cannes. O grande prêmio foi para “Son of Saul”, enquanto o de melhor diretor ficou com taiwanês Hou Hsiao-Hsien pelo filme “The Assassin” (veja outras categorias premiadas no quadro ao lado).

“Dheepan”, que não era um dos favoritos para levar o prêmio principal do festival, conta a história de um ex-guerrilheiro do grupo Tigres de Libertação da Pátria Tamil do Sri Lanka que chega a França com um passaporte falso, ao lado de uma jovem e de uma criança que se passam por sua família. Depois de receber asilo político, ele encontra trabalho em um reduto de imigrantes. “Dheepan”, interpretado por Jesuthasan Antonythasan, tenta construir uma vida familiar com essas duas desconhecidas.

Para o diretor francês, o que mais lhe interessava nessa história era a “falsa família” que pouco a pouco vai se transformando em uma família de verdade, à medida que os três personagens aprendem a se conhecer, a se respeitar e a se amar. “Este homem antes lutava por razões políticas. Depois só lutou pelas pessoas que ama”, explicou Jacques Audiard.

Já “Saul Fia”, uma impactante história do jovem cineasta húngaro Laszlo Nemes, conta o drama de um prisioneiro em um campo de concentração que acredita descobrir o corpo de seu filho entre uma pilha de mortos, e, em meio à barbárie, tenta enterrá-lo segundo o ritual judeu.

“The Assassin”, que venceu na categoria melhor diretor, fala sobre uma assassina na China durante a dinastia Tang. O filme é construído como uma série de quadros e se mantém afastado do gênero das artes marciais, ainda que elas estejam presentes, maravilhosamente coreografadas. Ambientado no século IX, o filme é visto como uma pintura antiga, embora difícil de ser entendido por uma visão ocidental.

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