Aquisição de conhecimento

Ghilherme Lobo destaca aprendizado como o Bernardo de “Sete Vidas”, atual folhetim das seis da Globo

iG Minas Gerais | raquel rodrigues |

“Não esperava o convite, mas recebi como um incentivo. Ao mesmo tempo, tem uma responsabilidade enorme”
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“Não esperava o convite, mas recebi como um incentivo. Ao mesmo tempo, tem uma responsabilidade enorme”

Maturidade e juventude parecem características incompatíveis à primeira vista. No entanto, aos 20 anos, Ghilherme Lobo tem um olhar sensato sobre a carreira e os rumos que pretende dar a ela. No ar em “Sete Vidas” como o problemático adolescente Bernardo, o ator enxerga um caminho de aprendizado em seu primeiro folhetim. “No fim de 2014, ia prestar vestibular para a Escola de Artes Dramáticas da USP para aprimorar a interpretação, pois minha formação artística é do balé clássico. Mas acabou que vim fazer a novela e estou aprendendo mais do que esperava na prática”, relata. Apesar de já ter interesse em participar de uma trama televisiva, Ghilherme não sabia exatamente como entrar no meio. Então, receber o convite para integrar o elenco da novela e saber que o interesse em sua atuação partiu da autora Lícia Manzo, após assistir ao longa “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro, foi algo que o surpreendeu. “Não esperava o convite, mas recebi como um incentivo. Ao mesmo tempo, tem uma responsabilidade enorme. Estou tentando equilibrar essas duas coisas e fazer um bom trabalho”, confessa.

Na história, Bernardo é um dos seis filhos de Miguel, vivido por Domingos Montagner, e passa por uma brusca mudança após encontrar com os meios-irmãos. Para compor a personalidade de seu papel, Ghilherme revisitou a própria adolescência, pegou um pouco do jeito introspectivo de seu irmão mais novo e da atitude do personagem Charlie Harper, da série “Two and a Half Men”. Apesar da construção da trama central do folhetim passar pelos dilemas dos meios-irmãos, o que chamou a atenção do ator em “Sete Vidas” foi a forma com que a autora trata de outros temas. “A sutileza no texto da Lícia é o que mais me agrada. Meio-irmão é aceito na sociedade, mas ela fala de temas como a família mosaico, a mulher que trabalha e ganha mais que homem e a homossexualidade de um jeito diferente”, elogia. Preferências

O que falta na TV: Falar mais sobre a política de um jeito educativo O que sobra na TV: Futebol Ator: Wagner Moura Atriz: Fernanda Montenegro Com quem gostaria de contracenar: Wagner Moura e Fernanda Montenegro Novela preferida: “A Vida da Gente”, de Lícia Manzo, exibida pela Globo em 2012 Vilão marcante: Carminha, interpretada por Adriana Esteves, em “Avenida Brasil” Livro: “5 Peças e uma Farsa”, de Otavio Frias Filho Autora: Lícia Manzo Diretor: Daniel Ribeiro

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