Contas apontam beneficiários

As pistas sobre o caminho do dinheiro foram entregues a investigadores da Lava Jato, no início do ano, pelo ex-gerente de Engenharia da Petrobras Pedro Barusco

iG Minas Gerais |

Brasília. Uma conta no banco UBS AG, nos Estados Unidos, em nome da offshore MJP International Group, e outra em nome da offshore Farallon Investing Ltd. podem ter sido a origem de pagamentos de propina feitos pelo lobista Milton Pawscowitch – preso na última quinta-feira na 13ª etapa da operação Lava Jato – em contratos da Diretoria de Serviços da Petrobras, área que era cota do PT no esquema de cartel e corrupção na estatal.

As pistas sobre o caminho do dinheiro foram entregues a investigadores da Lava Jato, no início do ano, pelo ex-gerente de Engenharia da Petrobras Pedro Barusco. Em acordo de delação premiada – em que confessou os crimes e entregou novos fatos e provas em troca de redução de pena –, ele apresentou os nomes das empresas que abriu no exterior (offshores), as contas e os depósitos com identificação de origem feitos por Pascowitch e outros lobistas no esquema de corrupção.

Braço direito e contador informal da propina paga ao ex-diretor de Serviços Renato Duque, Barusco diz que o dinheiro era dividido, na maioria das vezes, em duas partes: uma para a Casa (Duque e Barusco) e outra para o PT. O ex-tesoureiro João Vaccari Neto, segundo o ex-gerente e delator, era o operador da arrecadação em nome do partido.

Barusco revelou que Pascowitch efetuou transferências a partir da offshore MJP Internacional Group, no Banco UBS AG, nos Estados Unidos para a conta da offshore Aquarius Partners Inc., mantida por Barusco no Banco Pictet – informa a força-tarefa da Lava Jato. Igualmente, efetuou depósitos por intermédio de contas da offshore Farallon Investing Ltd. para a offshore Natiras Investiments Inc., de Barusco.

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