Linha de esportivos AMG da Mercedes ganha reforços

Alemães lançam no Brasil os "canhões" GT S, C 63 S e S 63 Coupé no país, todos com motor V8 de mais de 500 cavalos de potência

iG Minas Gerais | Alexandre Carneiro |

AMG GT
Malagrine/Mercedes-Benz/Divulgação
AMG GT

O futebol e os automóveis estão entre os motivos de orgulho da Alemanha. Tal qual a seleção daquele país, a AMG, subdivisão esportiva da Mercedes-Benz, é referência em competitividade, com modelos que esbanjam potência. Pois, no Brasil, três reforços chegam para aumentar o time de alta performance germânico: AMG GT S, AMG C 63 S e AMG S 63 Coupé.

A maior estrela entre as novidades da Mercedes-Benz é o GT S. Trata-se de um cupê de dois lugares de alto desempenho, desenvolvido para competir de igual para igual com os também germânicos Porsche 911 e Audi R8. Equipado com um motor V8 4.0 biturbo, é capaz de desenvolver 510 cv de potência e 66,3 kgfm de torque. O câmbio é automatizado de dupla embreagem e sete marchas. Segundo o fabricante, o superesportivo acelera de 0 a 100 km/h em míseros 3,8 s e atinge a velocidade máxima de 310 km/h.

Veja o vídeo dos modelos no Velo Città

Outro que veio para integrar a equipe é a nova geração do sedã C 63 S AMG. A mecânica é exatamente a mesma do GT S, mas os números são ligeiramente inferiores: aceleração de 0 a 100 km/h em 4 s e velocidade máxima, limitada eletronicamente, de 290 km/h.

O último reforço é o S 63 Coupé AMG. Em termos de potência e torque, ele é o mais superlativo do grupo: seu V8 5.5, também turboalimentado, gera nada menos que 585 cv e 91,8 kgfm. Os números de performance, entretanto, também não superam (por pouquíssimo) os do GT S: 0 a 100 km/h 3,9 s e máxima de 300 km/h. Isso porque, apesar de ter um propulsor mais poderoso, ele é o mais corpulento do trio, com 5,044 m de comprimento e 2.070 kg de peso.

Time em campo

A reportagem experimentou o GT S AMG e o C 63 S AMG no Autódromo Vello Città, no interior de São Paulo. Antes mesmo de assumir a direção, os bólidos já impressionam. O primeiro enche os olhos com sua carroceria baixa e larga, com linhas agressivas e fluidas. O segundo é mais discreto, mas também tem personalidade. As enormes tomadas de ar no para-choque frontal e as quatro saídas de escape atrás dão pistas de que ele tem personalidade bastante distinta dos demais sedãs da Classe C. Os dois ainda enchem os ouvidos, com o belo ronco do V8.

Em movimento, o GT S AMG mostra-se o artilheiro do time. Ele se sente completamente à vontade na pista, onde, além de rápido, mostra-se ainda dócil na mão do piloto. Ele não tem dificuldade alguma para contornar as curvas do circuito, e, mesmo quando a traseira ameaça escapar, é fácil colocá-lo de volta no rumo. O superesportivo foi mantido sempre no modo Race, programa eletrônico que ajusta suspensão, direção, respostas do acelerador e até o escapamento e a atuação do controle de estabilidade para assegurar a melhor performance possível.

O C 63 S AMG, por sua vez, tem desempenho também impressionante, mas revela-se mais arisco. Uma acelerada um pouco além da conta nas saídas de curvas já é suficiente para que ele comece a “atravessar” na pista. É até divertido colocá-lo “de lado”, mas o risco de ir parar na grama aumenta bastante nesses excessos. O trunfo desse modelo é a maior versatilidade: um verdadeiro bólido, com toda a comodidade de um sedã familiar. É como um meia habilidoso, que consegue protagonizar bons lances em várias posições. Os dois, com suas características próprias, são craques muito talentosos.

Tecnologia

O motor V8 4.0 que equipa o AMG GT S e o C 63 S AMG  é fruto de engenharia avançada. Os dois turbocompressores estão posicionados entre as duas bancadas de cilindros, dentro do V formado por elas. A injeção direta é piezelétrica e faz aspersão do combustível. Os coxins do propulsor são dinâmicos: um campo magnético muda a atuação deles.

Interior

Por dentro, tanto o AMG GT S quanto o C 63 S AMG exibem materiais nobres, como alumínio e alcântara. Em ambos, não há alavanca de câmbio: a transmissão é controlada por manetes e botões, além de aletas no volante. O cupê tem posição de dirigir bem baixa, com banco rente ao solo; já o sedã é mais convencional.

Preço

O AMG GT S chegará às lojas da Mercedes-Benz neste mês, pelo preço de US$ 329,9 mil, enquanto o C63 S AMG começará a ser comercializado em setembro, por US$ 209,9 mil. Já o S 63 Coupé  já esta à venda no país, por US$ 346,9 mil. Para os três modelos, a marca alemã trabalha com o dólar cotado a R$ 2,60.

O jornalista viajou a convite da Mercedes-Benz

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