Casinhas salvas

iG Minas Gerais | Natália D'Ornellas |

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Adô/divulgação
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Sou daquelas que sofrem toda vez que uma casinha da cidade vira prédio, por isso, fico feliz quando o contrário acontece e uma casa ganha um dono que vai cuidar e preservá-la para sempre (sou romântica!). Caso da Adô, marca de bolsas e acessórios belo-horizontina que está saindo do Prado, em junho, para viver numa casa, no Funcionários. O imóvel, que data de 1909, é tombado pelo patrimônio histórico e, em meados dos anos 20, abrigou o “Salão Vivacqua”, onde intelectuais de renome, como Carlos Drummond de Andrade e Pedro Nava, faziam seus saraus lítero-musicais. Localizada na esquina das ruas Gonçalves Dias e Sergipe, perto da praça da Liberdade, a nova loja é um exemplo da ocupação de imóveis da cidade pela economia criativa e (vamos combinar!?) uma iniciativa que poderia virar moda.

Salva e linda

Memória e moda - Não muito longe dali, na rua Ceará, a médica oftalmologista Tânia Diotaiuti resolveu construir seu ninho numa casa dos anos 30 e dar vida a um projeto pessoal. O imóvel tombado, caracterizado pelas três janelas da fachada, recebeu há pouco a primeira coleção da La Collezionista, marca de sapatos e o primeiro voo de Diotaiuti como designer de acessórios. Feitos à mão e com o coração, os sapatos são os novos moradores do lugar. 

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