Belo Horizonte desta highway

iG Minas Gerais | Vitor Coutinho |

Na turnê de “Insular”, Gessinger revive romance com o baixo, seu fiel companheiro nos anos de Engenheiros do Hawaii
Glaucio Ayala/Divulgação
Na turnê de “Insular”, Gessinger revive romance com o baixo, seu fiel companheiro nos anos de Engenheiros do Hawaii

Quando Humberto Gessinger, 51, eterno frontman dos Engenheiros do Hawaii, quis gravar o DVD de “Insular” (2013) – seu primeiro disco solo e único de inéditas dos últimos dez anos –, o gaúcho não pensou duas vezes ao escolher Belo Horizonte para ser palco do registro. “A escolha foi muito natural. Tenho um público muito bacana aí e já tinha gravado DVDs em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Era a chance de retribuir o carinho”, conta o cantor e compositor.

A gravação foi feita no dia 30 de maio do ano passado, no Chevrolet Hall, mesmo local onde Gessinger retorna no próximo sábado (coincidentemente, também um 30 de maio). Lançado no fim de 2014, o DVD já alcançou a marca de 25 mil unidades vendidas, garantindo ao músico mais um disco de ouro.   No reencontro com o público mineiro, Gessinger trará repertório semelhante ao do show do ano passado, porém com alguns acréscimos especiais, entre elas cinco canções em formato acústico, quando Gessinger troca o baixo pelo acordeon. “No DVD tem cinco canções gravadas na serra Gaúcha. Elas não estavam no show ano passado e agora vamos tocá-las”, garante. Clássicos da fase dos Engenheiros, como “Infinita Highway”, “Toda Forma de Poder” e “Refrão de Bolero”, também estão programadas.   Em “Insular – Ao Vivo”, Gessinger teve a companhia do baterista Rafa Bisogno e o guitarrista Rodrigo Tavares, mesmos músicos que tocam com ele na turnê atual.   Na nova fase, ele reassume o baixo elétrico, seu principal instrumento na fase dos Engenheiros e que abandonou parcialmente desde o hiato do grupo, em 2008. “Estava com saudade de voltar ao baixo, que foi o que fiz a maior parte da minha carreira. É onde eu me sinto mais a vontade. E é muito louco porque eu encontro uma galera nova nos shows que nunca tinha me visto tocá-lo”, conta.   Internauta Além das apresentações ao redor do Brasil, outra forma que Gessinger utiliza para manter contato com os fãs é pela internet. Em sua conta no Instagram, o músico publica fotos feitas por fãs nos shows anteriores que realizou na cidade em que sua turnê está chegando.   “Os fãs mandam as fotos e eu comecei a armazená-las. Há 30 anos na estrada você corre o risco de virar uma coisa mecânica, mas eu faço sempre questão de me lembrar das últimas vezes que estive em cada lugar, para estar ali de corpo e alma. Quero que seja especial para o público”, explica.   Semanalmente, o músico também escreve no seu blog, buscando manter uma disciplina como escritor (Gessinger também é autor de cinco livros). “A palavra é muito importante na música, como o ritmo é importante no texto. São galhos da mesma árvore. A semente da criação parece ser a mesma”, define.   Daqui para frente, o gaúcho seguirá na turnê de “Insular”, sem pretensão de lançar nem discos nem livros. Por outro lado, os 30 anos do primeiro disco do Engenheiros, “Longe Demais das Capitais” (1986), não devem passar em branco. “Estou pensando em fazer alguns shows pontuais de homenagem, mas com a mesma galera que tá comigo, sem interromper a turnê”, planeja Gessinger.   Humberto Gessinger  Chevrolet Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro, 4003-5588). Sábado (30), às 22h. R$ 90 (inteira, 1º lote)

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