A arte de moldar

Da argila nascem peças autorais e criativas que convivem lado a lado com o bom design

iG Minas Gerais | Ana Paula Braga |

Escultura em cerâmica esmaltada feita pela arquiteta e paisagista Luíza Soares
Ateliê de cerâmica/ divulgação
Escultura em cerâmica esmaltada feita pela arquiteta e paisagista Luíza Soares
Designers, arquitetos e paisagistas estão cada vez mais absorvendo trabalhos feitos à mão em seus projetos. Peças autorais, decorativas e utilitários convivem lado a lado com objetos de design e se transformam em verdadeiras obras de arte, que conseguem se destacar em qualquer ambiente da casa. O que mais se vê por aí são trabalhos muito criativos, que primam pela simplicidade e pelo apuro nos acabamentos, além de usarem os quatro elementos da natureza como referência de beleza e como fontes inesgotáveis de inspiração.    Reconhecida como uma das mais valiosas expressões da arte primitiva, a cerâmica é uma matéria-prima que permite inúmeras possibilidades de criações graças à flexibilidade da argila, ao poder do fogo e à alma de cada artesão que a molda com as próprias mãos. Suas formas, cores, esmaltes e queimas diferenciadas fazem dela um material bastante versátil e admirado, que dura para sempre. Além de se transformar em protagonista onde quer que esteja inserida, a cerâmica traduz mais identidade aos espaços e tem um apelo muito expressivo na decoração dos ambientes.   Vivências “A cerâmica aguça a criatividade, e, por meio dela, consigo ter mais liberdade de expressão para criar peças autorais e produzir trabalhos bem diversos. A cerâmica produzida em pequena escala e de forma artesanal valoriza a nossa produção, o consumo consciente e, ao mesmo tempo, fortalece a economia regional, tornando-se uma alternativa aos produtos feitos em larga escala”, pontua a ceramista e designer de interiores Flávia Soares, que produz, desde 2002, objetos cerâmicos artesanais para as mais diversas finalidades, que vão desde o comércio direto dos produtos a parcerias em projetos de decoração, arquitetura e paisagismo.   Em seu ateliê, localizado em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, ela divide o espaço de trabalho, entre cursos e workshops, com os filhos Daniel Romeiro e Luiza Soares, que cresceram em meio à arte de moldar o barro e também viram na cerâmica uma oportunidade de criação. “A experiência de conseguir materializar a própria peça e usá-la no dia a dia da casa é algo muito especial e bonito. Percebo que hoje as pessoas desejam peças acessíveis, que levam a assinatura de um artista ou tenham uma característica bem particular”, ressalta a ceramista.

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