Irlandeses decidem em referendo se permitem casamento homossexual

Eleitores decidem nesta sexta-feira (22) a possibilidade de permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo; expectativa é de que o "sim" vença, mas com pouca vantagem

iG Minas Gerais | Folhapress |

A gay couple pose holding hands as they walk out of a polling station after voting in Drogheda, north Dublin on May 22, 2015. Ireland took to the polls today to vote on whether same-sex marriage should be legal, in a referendum that has exposed sharp divisions between communities in this traditionally Catholic nation.  
AFP PHOTO / Paul Faith
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A gay couple pose holding hands as they walk out of a polling station after voting in Drogheda, north Dublin on May 22, 2015. Ireland took to the polls today to vote on whether same-sex marriage should be legal, in a referendum that has exposed sharp divisions between communities in this traditionally Catholic nation. AFP PHOTO / Paul Faith

Os eleitores da Irlanda decidem nesta sexta-feira (22) em referendo a possibilidade de permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Caso seja aprovado, o país será o 14º na Europa e o 21º no mundo a celebrar matrimônios homossexuais.

Desde 2010, o país permite a união civil estável entre homossexuais, mas não outorga direitos como adoção conjunta e guarda compartilhada de filhos, declaração conjunta de imposto de renda e concessão de serviços sociais ou visto a cônjuges.

Além da garantia dos direitos, a vitória do "sim" alterará a redação da Constituição irlandesa, que se refere ao casamento como a "união entre um homem e uma mulher", para "a união entre duas pessoas sem distinção de sexo".

Segundo as últimas pesquisas, o "sim" deverá ser o vencedor, embora a distância para o "não", que já chegou a ser de mais de 30 pontos, esteja diminuindo nas últimas semanas devido à campanha. Os resultados deverão ser declarados no sábado.

O interesse regional na campanha tornou a hashtag #VoteYes um dos tópicos de destaque no Twitter. Diversos irlandeses de outras partes do mundo viajaram ao país para poder fazer parte da votação, especialmente os mais jovens.

Entre os defensores do "não", estão principalmente grupos conservadores e entidades ligadas à Igreja Católica, que ainda têm forte influência política no país, que criminalizava a homossexualidade até 1993.

Em caso de vitória do "sim", a Irlanda será o primeiro país do mundo a aprovar em referendo o casamento gay, o que não aconteceu em votações similares na Croácia e na Eslovênia.

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