Só cinco vereadores apoiam mais duas vagas na Câmara

Para avançar, proposta precisa do aval de 28 parlamentares nas votações em plenário

iG Minas Gerais | ANDRÉ PEIXOTO |


Rejeição.

 Vereadores de BH não se mostram animados em aprovar elevação do número de vagas
Mila Milowski / CMBH
Rejeição. Vereadores de BH não se mostram animados em aprovar elevação do número de vagas

Após a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Belo Horizonte anunciar que a Proposta de Emenda à Lei Orgânica (Ploa) para aumentar de 41 para 43 vereadores só seria apresentada se todos os vereadores apoiassem a iniciativa, apenas cinco deles se mostram favoráveis à medida. A discussão se dá pelo fato de que a capital ultrapassou 2,4 milhões de habitantes, o que permitiria aumentar o número de cadeiras. Em enquete realizada por O TEMPO, 18 vereadores se mostraram contrários à proposta, incluindo o presidente da Casa, vereador Wellington Magalhães (PTN), e 16 preferiram não opinar agora. Para começar a tramitar, a Ploa precisa de, no mínimo, 14 vereadores. Para ser aprovada, são necessários 28 votos. Líder do governo na Casa, o vereador Preto (DEM) garante que a matéria será votada somente se todos os parlamentares votarem a favor. “Só serei a favor se todos forem. Se um for contra, eu também serei contra”, explicou. Henrique Braga (PSDB) compartilha da mesma opinião do colega. “Não podemos colocar um projeto que vai ter dois ou três (a favor)”, justificou. “Se dependerem de um consenso, essa proposta não será aprovada. Sou radicalmente contra”, avisou Ronaldo Gontijo (PPS). Já para o vereador Tarcísio Caixeta (PT), apesar de a mudança ser legal, os atuais parlamentares já representam bem a cidade. A crise financeira que assola o país é motivo para alguns vereadores rejeitarem a criação de cadeiras. “Aumentaria o custo para a população e, hoje, estamos passando por uma grave crise e precisamos cortar custos, e não aumentar”, observou Juliano Lopes (SD), em posição apoiada por Veré da Farmácia (PTdoB). O aumento da população em Belo Horizonte é a justificativa dada pelos cinco vereadores que são favoráveis ao projeto. Para Bim da Ambulância (PTN), os números não mentem. “Contra números não tem discussão. A matemática é exata”, diz ele, em posição semelhante à de Autair Gomes (PSC). Para o vereador Jorge Santos (PRB), o número de vereadores “está defasado”. Segundo Leonardo Mattos (PV), a cidade ganharia. “A representatividade será mais significativa, mais capilarizada”, observou. Questionado sobre os custos, o parlamentar disse que “o orçamento da Câmara é um só” e não teria gasto. “É só cada vereador tirar um pouquinho do seu, fazer uma redistribuição dos recursos”, opinou. Gilson Reis (PCdoB) pensa parecido. “A representação é relativa ao número da população. Câmara e vereadores podem auxiliar as comunidades”.

Não falaram Silêncio. Procurados pela reportagem durante dois dias, os vereadores Bispo Fernando Luiz (PSB) e Juninho Los Hermanos (PROS) se esquivaram de comentar o assunto. 

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