Empreiteiro fica em silêncio

Em novembro passado, em virtude de sua prisão numa das etapas da operação Lava Jato, ele foi afastado do comando da empreiteira

iG Minas Gerais |

Temor. 

Almada disse que a repercussão de suas declarações poderia prejudicar sua defesa na Justiça
Zeca Ribeiro_
Temor. Almada disse que a repercussão de suas declarações poderia prejudicar sua defesa na Justiça

Brasília. O ex-vice-presidente da Engevix Gerson Almada foi dispensado ontem de depor à CPI da Petrobras após anunciar que ficaria em silêncio. Acompanhado de quatro advogados, o empreiteiro leu um documento informando que exerceria o direito constitucional de manter-se calado.

“Por orientação de meus advogados, não me manifestarei nesta sessão”, declarou. Almada disse apenas que atua no setor de petróleo desde 1974 e entrou na Engevix em 1985.

Em novembro passado, em virtude de sua prisão numa das etapas da operação Lava Jato, ele foi afastado do comando da empreiteira. O executivo, que cumpre prisão domiciliar e é um dos delatores da investigação sobre o esquema de corrupção na Petrobras, seria ouvido na condição de investigado.

Apesar dos protestos dos deputados para que Almada falasse à CPI, o empreiteiro reiterou que não acrescentaria nenhuma informação à comissão. “A decisão de ficar em silêncio valerá para todas as perguntas”, completou.

Os parlamentares questionaram a dispensa de Almada pelo presidente da comissão, o peemedebista Hugo Motta (PB), que por sua vez alegou que não perderia o dia insistindo em um depoente que não falaria.

A deputada Eliziane Gama (PPS-MA) condenou a decisão de Motta lembrando que outros depoentes que disseram que não se manifestariam acabaram falando à CPI. “Estou me sentindo frustrada. Quero deixar meu repúdio em relação à postura de vossa excelência”, afirmou. “Eles (convocados) podem até não falar, mas são obrigados a ouvir”, argumentou o deputado Izalcy (DEM-DF).

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