Dilma afirma que Venezuela precisa resolver conflitos democraticamente

Para ela, o objetivo da visita é ampliar o fluxo comercial entre os países, que, no ano passado, ficou em US$ 4,8 bilhões

iG Minas Gerais | Folhapress |

Os tucanos desistiram de bancar pedido de impeachment ao receber parecer sobre sua viabilidade jurídica, encomendado pelo partido ao jurista Miguel Reale Júnior
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Os tucanos desistiram de bancar pedido de impeachment ao receber parecer sobre sua viabilidade jurídica, encomendado pelo partido ao jurista Miguel Reale Júnior

Durante visita do presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, ao Brasil, nesta quinta-feira (21), a presidente Dilma Rousseff afirmou que os dois países se preocupam com a situação da Venezuela e acreditam que o governo e as forças políticas venezuelanas devem solucionar os conflitos "pacífica e democraticamente".

"Coincidimos na preocupação da situação da Venezuela e na avaliação de que seu legítimo governo e as diferentes forças políticas venezuelanas devem buscar solucionar pacífica e democraticamente, no marco institucional do país, os conflitos, adversidades e desafios existentes", disse Dilma.

A presidente afirmou ainda que o Mercosul "avançou com a incorporação da Venezuela" ao bloco, mas é preciso mais. "Não podemos nos acomodar".

Segundo ela, a prioridade para este ano é fechar o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia para que o bloco de países da América do Sul possa "se adaptar às novas circunstâncias".

"Vamos propor à União Europeia que definamos a data de apresentação simultânea de nossas ofertas comerciais", disse Dilma em seu discurso de pouco mais de dez minutos no Palácio do Planalto.

"O acordo é um dos passos estratégicos na área do comércio internacional da região", completou.

Entre os principais pontos que o governo brasileiro reivindica para o acordo comercial com a UE estão os setores de transporte, alimento, químico-farmacêutico, desenvolvimento e pesquisa.

SEM ASSINATURA

A presidente Dilma disse ainda que o Brasil é o principal destino das exportações uruguaias e seu segundo fornecedor estrangeiro.

Para ela, o objetivo da visita é ampliar o fluxo comercial entre os países, que, no ano passado, ficou em US$ 4,8 bilhões.

"Decidimos, ainda, conferir novo impulso à integração de cadeias produtivas a fim de aproveitar as sinergias existentes entre nossas indústrias, nos setores naval, automotivo e de produção de insumos para a geração de energia eólica", disse Dilma.

O encontro, porém, não resultou em nenhuma assinatura oficial de acordo.

Essa é a primeira visita de Vázquez ao Brasil desde que assumiu o governo do Uruguai, em março, no lugar de José Mujica.

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