Unesco: Destruição de Palmira seria uma enorme perda para humanidade

Nesta quinta-feira (21), o EI assumiu o controle total da cidade, o que provoca o grande temor da destruição do sítio arqueológico e de seus valiosos monumentos

iG Minas Gerais | AFP |

A handout picture released by the official Syrian Arab News Agency (SANA) on May 17, 2015, shows a genral view of the city of Palmyra, 215 kilometres northeast of Damascus. Syrian troops pushed Islamic State (IS) group jihadists back from the ancient city of Palmyra, easing fears over the world heritage site, after fighting that left hundreds dead. AFP PHOTO / HO / SANA
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A handout picture released by the official Syrian Arab News Agency (SANA) on May 17, 2015, shows a genral view of the city of Palmyra, 215 kilometres northeast of Damascus. Syrian troops pushed Islamic State (IS) group jihadists back from the ancient city of Palmyra, easing fears over the world heritage site, after fighting that left hundreds dead. AFP PHOTO / HO / SANA == RESTRICTED TO EDITORIAL USE - MANDATORY CREDIT "AFP PHOTO / HO / SANA" - NO MARKETING NO ADVERTISING CAMPAIGNS - DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS ==

A destruição do sítio arqueológico de Palmira, declarado patrimônio histórico pela Unesco, seria uma "enorme perda para a humanidade", alertou a diretora da organização, depois que os jihadistas do  grupo Estado Islâmico (EI) assumiram o controle da cidade.

"Palmira é um extraordinário patrimônio da humanidade no deserto e qualquer destruição ocorrida em Palmira seria não apenas um crime de guerra, mas também uma enorme perda para a humanidade", disse Irina Bokova em um vídeo publicado pela organização, que tem sede em Paris.

Bokova acrescentou que está "extremamente preocupada" com os últimos acontecimentos e reiterou o pedido por um iminente cessar-fogo e uma retirada das forças militares.

"Afinal de contas, trata-se do berço da civilização humana. Pertence a toda a humanidade e acredito que todos deveriam ficar preocupados com o que está acontecendo", completou a diretora da Unesco.

Nesta quinta-feira (21), o EI assumiu o controle total da cidade, o que provoca o grande temor da destruição do sítio arqueológico e de seus valiosos monumentos.

Os jihadistas já destruíram outros tesouros arqueológicos desde que declararam um "califado" ano passado no Iraque e na Síria.

Bokova fez um apelo à comunidade internacional, incluindo o Conselho de Segurança da ONU e líderes religiosos, para que exija o fim da violência.

"É importante porque estamos falando do nascimento da civilização humana, estamos falando de algo que pertence a toda a humanidade", ressaltou a diretora da Unesco.  

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