Cruzeirenses minimizam 'freguesia' do River Plate e pedem time focado

Raposa leva ampla vantagem em duelos com a equipe "Millonaria" ao longo da história; em 12 jogos, celestes triunfaram em nove

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA |

Cruzeiro terá novo patrocinador até o fim de 2015
WASHINGTON ALVES/LIGHTPRESS
Cruzeiro terá novo patrocinador até o fim de 2015

O River Plate volta a cruzar o caminho celeste. Nesta quinta-feira, às 22h, no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, o Cruzeiro terá a oportunidade de fazer jus ao apelido de "La Bestia Negra". Algoz histórico da equipe "Millonaria", a Raposa conserva um retrospecto bastante favorável em duelos com o River, o adversário hermano que mais sofreu nas mãos e pés da esquadra azul e branca.

Uma freguesia que teve início justamente em uma decisão de Libertadores, a primeira vencida pelo Cruzeiro. De lá para cá, foram 12 jogos, com nove vitórias estreladas e apenas três derrotas. As equipes jamais empataram. Nesses confrontos, foram cinco partidas em mata-mata, todas vencidas pelo Cruzeiro. Mais dois encontros além da Libertadores de 1976 valeram títulos: a Supercopa de 1991 e a Recopa de 1998.

No entanto, já se passaram praticamente 16 anos desde o último jogo entre Cruzeiro e River. Muita coisa mudou. Os números comprovam a hegemonia celeste, mas os jogadores do atual plantel não querem se apegar às estatísticas. Quando a bola rolar, uma nova história será escrita, e caberá a eles, atletas, o protagonismo ou até mesmo o antagonismo nesta saga.

"Esperamos que este retrospecto se mantenha, mas esses números não vêm ao caso. Números diferentes com jogadores diferentes. Temos que botar nossa pegada na frente desses números para poder vencer", destacou o experiente atacante Leandro Damião, artilheiro do Cruzeiro na temporada.

"É um histórico muito bom, mas temos que fazer nosso papel. Agora enfrentaremos um momento diferente. Sabemos da grande equipe deles e da dificuldade que encontraremos lá. Será importante fazer nosso jogo, nosso trabalho e seguir bem como já estamos nessa competição toda", atentou o também atacante Marquinhos.

Quando o apito final soar no Monumental, o torcedor cruzeirense espera cantar a plenos pulmões seu tradicional canto "a história não mente, jamais vai mudar...". Porém, para que isso aconteça, será necessário ter postura em campo. Os jogadores celestes estão cientes de que mais do que números a favor, a vontade de vencer precisa ser expressa a cada lance. Será uma batalha. 

"Sabemos que será um mata-mata muito difícil. O River é uma equipe que tem muita tradição e possui jogadores de grande qualidade. Espero que possamos tratar de ir lá e buscar o resultado positivo, que será bem importante para o jogo da volta, concluiu o meia uruguaio Arrascaeta. 

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