Para crianças, hip hop é exercício melhor do que dançar balé

Conclusão foi baseada em aulas dadas a meninas de 5 a 18 anos

iG Minas Gerais |

RIO de Janeiro. Matricular os filhos no balé pode parecer uma boa tática para fazer as crianças se exercitarem, mas, segundo estudo da Universidade da Califórnia, ele está longe de ser a dança mais eficiente em termos de atividade física. A pesquisa, publicada na revista científica “Pediatrics”, avaliou a intensidade de aulas de diferentes estilos de dança e apontou o hip hop como o mais eficaz.

“As pessoas estão alarmadas sobre a epidemia de obesidade, mas nem tanto sobre os baixos níveis de atividade física no país”, disse o autor do estudo, James Sallis, em entrevista à revista “Time”.

O Departamento de Saúde dos Estados Unidos recomenda que crianças e adolescentes pratiquem ao menos uma hora de atividade física moderada ou vigorosa por dia, mas muitos ficam abaixo disso, especialmente as meninas. E as aulas de dança não estão ajudando a reduzir essa deficiência.

Sallis estudou os níveis de atividade física de 264 meninas em duas faixas de idade: de 5 a 10 anos e de 11 a 18. As dançarinas usaram acelerômetros para mensuração dos movimentos. Ao todo, foram analisadas 66 aulas de dança de diferentes estilos: balé, jazz, hip hop, flamenco, salsa, sapateado e dança de salão. Apenas 8% das crianças e 6% das adolescentes atingiram a recomendação do governo.

Entre as crianças, o tipo de dança teve grande impacto. O hip hop foi o mais ativo, com 57% do tempo das aulas sendo gasto em atividades de moderadas a vigorosas. O jazz ficou em segundo lugar, seguido por sapateado, salsa e, finalmente, o balé, com menos de 30% da aula com atividades físicas significativas. Em último ficou o flamenco.

Contudo, entre as adolescentes, os estilos de dança foram bastante similares em termos de atividade física, mas o ritmo é menor do que entre as crianças. O balé ficou em primeiro, empatado com o hip hop, com 31% do tempo de aula destinado a movimentos de moderados a vigorosos.

“A dança é uma grande oportunidade para contribuir para a saúde das garotas enquanto elas se divertem com as amigas e desenvolvem suas competências físicas”, disse Sallis.

Dados

Pesquisa. O estudo avaliou dados coletados de 154 crianças e 110 adolescentes em 17 estúdios de dança e quatro centros comunitários de São Diego, na Califórnia.

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