Don Draper é Gatsby menos realizado, diz escritora Joyce Carol Oates

Apesar das boas críticas de veículos como a "New York Magazine", o "Daily Mail", do Reino Unido; o "Huffington Post" e a revista "Variety", ambos dos EUA; a autora não ficou tão impressionada

iG Minas Gerais | Folhapress |

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CRAIG BLANKENHORN/ASSOCIATED PRESS
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O episódio final da série "Mad Men", exibido no Brasil na última segunda (18), não surpreendeu a consagrada escritora norte-americana Joyce Carol Oates ("A Filha do Coveiro" e "Descanse em Paz"), que também é membro da Academia Americana de Artes e Letras.

Apesar das boas críticas de veículos como a "New York Magazine", o "Daily Mail", do Reino Unido; o "Huffington Post" e a revista "Variety", ambos dos EUA; a autora não ficou tão impressionada.

Em seu Twitter, a autora dedicou quase 20 mensagens para falar mal da série. Para ela, o último episódio da trama protagonizada pelo ator Jon Hamm (Don Draper) foi uma imitação da final da série sobre uma família de mafiosos "Família Soprano" (1999-2007). Comparou Don Draper a um Gatsby menos realizado e "que se dissolve diante de nossos olhos".

Além dos vários comentários sobre o episódio final, criticando o diretor e o rumo do personagem de Jon Hamm e das personagens femininas, Joyce Carol Oates também afirmou ter defendido a série durante anos contra críticos ferozes, mas que, naquele momento, conseguia ver seus pontos de vista. Para ela, a trama foi sem graça e o final pouco inspirado.

As muitas críticas, no entanto, não impediram que a escritora terminasse sua análise em boa nota. "No geral, "Mad Men" foi uma grande conquista no nível de "Breaking Bad" e "The Sopranos", se não quase um "The Wire" [série policial da HBO, foi de 2002 a 2008]. Não deve ser julgado pelo episódio final."

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