Faremos o corte necessário para que as contas entrem nos eixos

Dilma foi questionada sobre os cortes que, segundo o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, devem ficar entre R$ 70 bilhões e R$ 80 bilhões

iG Minas Gerais | Folhapress |

Brazil's President Dilma Rousseff, presidential candidate for re-election of the Workers Party (PT), talks about the results of the general elections during a press conference, in Brasilia, Brazil, Sunday, Oct. 5, 2014. Official results showed Sunday that President Dilma Rousseff will face challenger Aecio Neves in a second-round vote in Brazil's most unpredictable presidential election since the nation's return to democracy nearly three decades ago. (AP Photo/Eraldo Peres)
AP
Brazil's President Dilma Rousseff, presidential candidate for re-election of the Workers Party (PT), talks about the results of the general elections during a press conference, in Brasilia, Brazil, Sunday, Oct. 5, 2014. Official results showed Sunday that President Dilma Rousseff will face challenger Aecio Neves in a second-round vote in Brazil's most unpredictable presidential election since the nation's return to democracy nearly three decades ago. (AP Photo/Eraldo Peres)

Às vésperas de anunciar o corte no Orçamento de 2015, previsto para acontecer até sexta-feira (22), a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça (19) que fará "o contingenciamento necessário" para que as contas públicas "entrem nos eixos". Segundo a presidente, o corte não será "nem excessivo, nem flexível demais" e vai representar a real situação fiscal do país.

"Faremos o contingenciamento necessário. Vocês podem ter certeza que nem será excessivo, porque não tem por quê, nem flexível demais, no sentido de nem frágil demais que não seja aquele necessário para garantir que as contas públicas entrem nos eixos", afirmou a presidente após cerimônia de assinatura de acordos bilaterais com a China, no Palácio do Planalto.

Dilma foi questionada sobre os cortes que, segundo o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, devem ficar entre R$ 70 bilhões e R$ 80 bilhões.

"Só vou dar uma resposta porque me interessa. Nós faremos o contingenciamento necessário. Um contingenciamento que tem que expressar a situação fiscal que o país vive, então será o contingenciamento necessário", afirmou.

Na segunda-feira (18), Dilma acertou com sua equipe econômica que o valor final do corte vai depender da votação na Câmara do projeto que reduz os benefícios da desoneração da folha de salários, que deve acontecer nesta quarta (20). Congressistas aliados pressionam a presidente a rever a meta de superavit.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave