Felipão deixa comando do Grêmio e Cristóvão Borges é principal nome

Segundo imprensa gaúcha, treinador vinha sofrendo pressão de parte dos jogadores, que não concordavam com sua metodologia de trabalho

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Felipão quer atenção com D'Alessandro
Flickr/Grêmio
Felipão quer atenção com D'Alessandro

Luis Felipe Scolari não é mais o treinador do Grêmio. O anúncio foi feito na manhã desta terça-feira pelo presidente do clube Romildo Bolzan Júnior, em coletiva no CT Luiz Carvalho, em Porto Alegre. Segundo o mandatário, Felipão não foi demitido, mas pediu para deixar o time. Os dois se encontraram nesta terça e conversaram sobre o futuro dele no comando da equipe. O mais cotado para assumir o cargo é o técnico Cristóvão Borges, ex-Fluminense. 

"Estávamos avaliando a saída do Felipão, mas o Felipão avaliou antes de nós e tomou a decisão. A história do Felipão no Grêmio não tem nenhum arranhão," disse Bolzan Júnior em coletiva. 

Segundo a imprensa gaúcha, Felipão vinha sofrendo grande pressão por parte dos jogadores que não concordavam com a sua metodologia de trabalho.

Além disso, os resultados ruins podem ter contribuído para a queda do comandante. Em 2015, o time tricolor foi derrotado pelo Internacional na final do Campeonato Gaúcho e perdeu o título. Ainda, o mau início no Campeonato Brasileiro, com um empate e uma derrota, podem ter agravado a situação.

"Os dois jogos do Brasileirão - contra Ponte Preta e Coritiba - evidenciaram o desgaste da derrota no Gre-Nal, ressaltou o presidente do clube. 

Scolari retornou ao Grêmio em julho de 2014, logo após a Copa do Mundo, quando esteve no comando da seleção brasileira, inclusive na derrota por 7 a 1 para a Alemanha. Felipão voltou ao clube após 18 anos, para completar sua terceira passagem.  Neste período, foram 54 jogos disputados: 27 vitórias , 14 empates e 13 derrotas, com um aproveitamento de 56%. 

 

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