Cinquenta detidos em novo caso de partidas manipuladas na Itália

Operação "Dirty Soccer" começou na madrugada, sob o comando da promotoria de Catanzaro e do departamento de combate à máfia

iG Minas Gerais | AFP |

Cinquenta pessoas foram detidas, nesta terça-feira, em um novo escândalo de partidas manipuladas na Itália, na terceira e quarta divisões.

Segundo as primeiras informações, quase 30 equipes da Lega Pro (3ª div) e da Série D (4º div) estão envolvidas em mais um escândalo do tipo, vinculado à Ndrangheta, a máfia calabresa.

A operação, com o nome de "Dirty Soccer", começou durante a madrugada, sob o comando da promotoria de Catanzaro (sul) e do departamento de combate à máfia. Presidentes, dirigentes e jogadores dos clubes, de dez regiões italianas, foram detidos.

A promotoria de Catanzaro abriu uma investigação por associação criminosa e fraude esportiva. O último grande escândalo que abalou o futebol italiano, em junho de 2011, o "Calcioscommesse" continua sem solução.

Os dois casos mais conhecidos são o "Totonero", de 1980, e o "Calciopoli", de 2006. Ambos revelaram a união entre futebol, dinheiro sujo e crime organizado.

O "Calcioscommesse" foi organizado ao redor das apostas de pequenos fatos do futebol: número de gols ou quem marca o primeiro gol, o que é muito mais difícil de detectar do que a simples manipulação do resultado final de uma partida. O escândalo incluiu partidas de divisões inferiores, mas também afetou algumas da primeira divisão.

O caso "Totonero" provocou o rebaixamento do Milan e dois anos de suspensão para o atacante Paolo Rossi.

Em 2006, a Juventus de Turim foi beneficiada pela arbitragem no caso conhecido como "Calciopoli" e também foi rebaixada para a Série B.

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