Emprego na indústria cai 0,6% e mantém retração no 3° mês seguido

Na comparação com o trimestre anterior, o número de empregados no setor industrial apontou queda de 0,7%, sendo a nona taxa negativa consecutiva

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Empregos aumentam 3,9% em relação a agosto do ano passado e remuneração do trabalhador sobe 3,7%
ÉLCIO PARAÍSO - 24.3.2006
Empregos aumentam 3,9% em relação a agosto do ano passado e remuneração do trabalhador sobe 3,7%

A queda de 0,6% no total de pessoas empregadas na indústria marca o terceiro resultado negativo consecutivo,  acumulando perda de 1,2% referente à este período, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com o trimestre anterior, o número de empregados no setor industrial apontou retração de 0,7%, sendo a nona taxa negativa consecutiva, com redução de 6,7% no total. No primeiro trimestre de 2015, o índice recuou 4,6%, enquanto no último trimestre de 2014, essa taxa teve queda de 4,4%.

Em relação a março de 2014, a retração foi de 5,1%, a 42º seguida consecutivo nesse tipo de comparação e o mais intenso desde outubro de 2009 (-5,4%).

Os principais setores que influenciaram nos índices negativos foram: meios de transporte (-10,0%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-12,1%), produtos de metal (-10,2%), máquinas e equipamentos (-6,1%) e alimentos e bebidas (-2,0%), entre outros.

Segundo o IBGE, no acúmulo dos 12 meses a taxa recuou 3,9%, mantendo uma trajetória de baixa, iniciada em setembro de 2013 (-1,0%).

Horas pagas e folha de pagamento

Em março, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria sofreu baixa de 0,3% em relação a fevereiro. Na comparação com o trimestre anterior, esse índice caiu 0,4%, sendo a sétima taxa negativa consecutiva.

No acumulado no primeiro trimestre de 2015, o valor da folha de pagamento real recuou 4,9% e acentuou o ritmo de queda verificado no último trimestre de 2014 (-3,9%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior.

As atividades que influenciaram nas taxas foram meios de transporte (-8,8%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-11,1%), produtos de metal (-10,5%), máquinas e equipamentos (-3,7%), metalurgia básica (-7,2%), indústrias extrativas (-4,9%), outros produtos da indústria de transformação (-7,3%), calçados e couro (-8,7%), borracha e plástico (-3,9%), alimentos e bebidas (-1,2%) e papel e gráfica (-2,4%). 

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