Conflito no Iêmen deixou 1.850 mortos e mais de 500.000 deslocados

Trégua humanitária de cinco dias que terminou na segunda-feira (18) não foi "suficientemente longa" para levar ajuda humanitária à população, afirma porta-voz do Programa Mundial de Alimentos

iG Minas Gerais | AFP |

A Yemeni boy chews Qat, a mild drug used daily by many Yemenis, during a march in support of the Shiite Huthi movement and in protest to the Saudi-led military operations against positions held by them and their allies, in the capital Sanaa on May 18, 2015. AFP PHOTO / MOHAMMED HUWAIS
AFP
A Yemeni boy chews Qat, a mild drug used daily by many Yemenis, during a march in support of the Shiite Huthi movement and in protest to the Saudi-led military operations against positions held by them and their allies, in the capital Sanaa on May 18, 2015. AFP PHOTO / MOHAMMED HUWAIS

O conflito no Iêmen deixou 1.850 mortos desde o fim de março e o obrigou mais de 500.000 habitantes a abandonar suas casas, anunciou nesta terça-feira (19) a ONU.

Segundo o Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla em inglês), que citou o serviço de saúde do Iêmen, até 15 de maio o conflito entre os rebeldes huthis e a coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita deixou 1.849 mortos e 7.394 feridos.

Adrian Edwards, porta-voz do Alto Comissariado para os Refugiados (Acnur) da ONU, afirmou que o número de deslocados desde março supera 545.000.

A trégua humanitária de cinco dias que terminou na segunda-feira (18) permitiu ao Acnur enviar "mais ajuda" por estrada e por via aérea. Seis aviões pousaram em Sanaa sem problemas, segundo Edwards.

Mas a porta-voz do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Elisabeth Byrs, afirmou que a trégua entre os rebeldes xiitas e a coalizão árabe não foi "suficientemente longa".

O PMA conseguiu distribuir apenas metade da ajuda programada e ajudar 400.000 pessoas, ao contrário das 738.000 previstas.

Leia tudo sobre: IêmenconflitoArábia Sauditaxiitasguerra civilONU