Trabalho propicia economia de R$ 2.100 por preso ao mês

iG Minas Gerais |

Além de liberar espaço nas prisões e ser mais eficiente na ressocialização, cada nova vaga criada nas Associações de Proteção e Assistência ao Condenado (Apacs) representa uma economia de R$ 2.100 aos cofres públicos. Para cada preso em uma penitenciária, o Estado gasta cerca de R$ 3.000 mensais. Nas Apacs esse valor cai para R$ 900. A economia é possível porque parte da renda produzida pelo trabalho do detento é utilizada para custear a unidade e porque os recuperandos são responsáveis pelos serviços de manutenção.

No entanto, apesar de parecer a solução para a crise prisional, quem atua no sistema pondera que há limitações de atuação do modelo. “As Apacs nunca vão substituir as prisões. Nós precisamos do sistema prisional convencional, e a Apac é uma grande ajuda. Porém o número atual de vagas é pequeno e deveria ser ampliado com um aporte maior de recursos por parte do Estado”, afirmou o coordenador do programa Novos Rumos, que gerencia as Apacs, desembargador Jarbas de Carvalho Ladeira Filho.

Promessa. Hoje há no Estado 61 novas Apacs em obras ou em estudo de implantação, mas um dos entraves para tirá-las do papel é conseguir terrenos que viabilizem os projetos. Um exemplo é Belo Horizonte. Na capital há previsão de construção de duas novas unidades, mas não se sabe onde. Outro dificultador é a resistência dos moradores, que temem a implantação de Apacs perto de suas casas. (BM)

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