Disputa por BH já tem 16 nomes

A mais de um ano da eleição, partidos se manifestam, e ninguém quer abrir mão de candidato próprio

iG Minas Gerais | Humberto Siqueira |

 

As próximas eleições para escolha do novo prefeito de Belo Horizonte, em 2016, prometem ser as mais movimentadas desde a redemocratização. Embora não revelem diretamente as costuras que estão fazendo, os partidos estão firmes na posição de lançar candidatos próprios. E não são poucos. Pelo menos 16 nomes já aparecem, distribuídos em seis legendas. O PSDB quer voltar a ter candidato próprio, ideia abandonada desde que começou a apoiar o atual prefeito, Marcio Lacerda, em 2008. “Apoiamos o PSB nas últimas eleições e está na hora de termos um candidato próprio. Temos de levar em consideração que o Aécio teve 64% dos votos na cidade, no segundo turno”, lembra o deputado estadual João Vitor Xavier. “Se o Anastasia decidir se candidatar, terá um apoio massivo da base tucana. Caso contrário, será preciso fazer um debate aprofundado para definir um nome”, diz ele, que é um dos nomes cotados na sigla. Maria Aparecida de Jesus, presidente do PT em Minas, afirma ser precipitado falar em eleições antes da reforma política. “A princípio, temos três nomes: Miguel Corrêa, Gabriel Guimarães e Helvécio Magalhães. Mas construiremos um consenso interno, em torno do nome que tenha maior condição de aglutinar adesões e conquistar alianças”, garante.  O presidente do PMDB-MG, Antônio Andrade, quer candidato próprio e com apoio do PT. “Somos de centro-esquerda, e o mais natural é compormos com o PT”, avalia. “Aparentemente o voto distrital é um consenso em Brasília. Quem não tiver candidato próprio se complica. Leonardo Quintão, Laudívio Carvalho, Josué Gomes da Silva e Sávio Souza Cruz são os cotados”.  O PCdoB, que fez convenção anteontem, também alega ter optado pela candidatura própria em 2016. Segundo o presidente estadual, Wadson Ribeiro, os nomes cotados para o pleito são os do deputado federal Mário Henrique Caixa e Jô Morais. “Os grandes partidos estão desgastados com a população, podemos ser a alternativa”, enfatiza. O vice-prefeito Délio Malheiros (PV) nunca escondeu o desejo de concorrer. “Ser candidato é uma meta, e vou buscar o apoio não só do Marcio Lacerda, como de Aécio, Anastasia e outros. Devemos ter uma definição mais clara em outubro deste ano, por causa dos prazos”.

Candidatos têm de escolher até outubro

Mesmo com tantos nomes à disposição e com mais de um ano de margem para se decidirem, os partidos não podem demorar tanto assim para reduzir o espectro de possíveis candidatos. Nem eles podem pensar tanto, se existir a possibilidade de migrarem de legenda. De acordo com a lei eleitoral, para concorrerem em 2016, os candidatos devem estar filiados ao partido com o qual desejam sair até outubro deste ano, ou seja, um ano antes do pleito.

As legendas podem, em seus estatutos, estabelecer prazos de filiação superiores a um ano. Esses prazos não podem ser alterados em ano eleitoral. Para definir o nome dos candidatos, é preciso que cada partido faça convenção. Elas devem ocorrer entre 10 e 30 de junho do ano eleitoral, conforme o artigo 8º da Lei das Eleições. (HS)

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave