Nações Unidas já haviam feito alerta

iG Minas Gerais |

 

Viena, Áustria. O Órgão Internacional de Controle de Entorpecentes (Oice) manifestou no início do ano sua preocupação com a proliferação de novas drogas elaboradas por traficantes para driblar as proibições e informou que prevê um “problema cada vez maior” de saúde pública. “Recentemente tem surgido um número cada vez maior de novas substâncias psicoativas não submetidas à fiscalização, o que se tornou uma grande ameaça para a saúde pública e um verdadeiro fenômeno mundial”, afirmou o organismo das Nações Unidas, em seu relatório anual publicado em Viena, na Áustria. Até 1º de outubro do ano passado, foram detectadas 388 substâncias distintas no mundo, o que representa um “aumento de 11%” relativo a 2013 e o dobro em comparação com 2009. Elaboradas rapidamente em laboratórios, as novas substâncias – entre elas canabinoides sintéticos – enganam as legislações dos diferentes países e se beneficiam de um vácuo jurídico que permite que sejam comercializadas, especialmente pela internet. Anvisa. Em outubro do ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma atualização da lista de substâncias sujeitas a controle especial, que inclui 14 novos canabinoides sintéticos – nenhum deles, segundo o órgão, possui fins terapêuticos.

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