Funcionários das obras olímpicas entram em greve no Rio

Cerca de 10 mil funcionários aderiram à paralisação, afetando obras do Parque Olímpico, do Complexo Esportivo de Deodoro, do Porto Maravilha, da Transolímpica, da Transcarioca, da Linha 4 do metrô e do aeroporto do Galeão

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Visão geral do Parque Olímpico
Bruno Carvalho/ME
Visão geral do Parque Olímpico

Funcionários das principais obras para as Olimpíadas de 2016, no Rio, entraram em greve nesta segunda-feira (18). De acordo com o Sitraicp (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada), cerca de 10 mil funcionários aderiram à paralisação. Segundo o sindicado, entre as principais obras afetadas estariam: a do Parque Olímpico, do Complexo Esportivo de Deodoro, do Porto Maravilha, da Transolímpica, da Transcarioca, da Linha 4 do metrô e do aeroporto do Galeão. O andamento das obras em Deodoro preocupa ao COI (Comitê Olímpico Internacional). "Decidimos iniciar a greve até sexta-feira (22) e caso não ocorra um acordo ficaremos parados por tempo indeterminado. Queremos um acordo e estamos dispostos a negociar, mas até o momento ninguém nos procurou", declarou Nilson Duarte Costa, diretor do Sitraicp. Ele ainda afirmou que a paralisação por um tempo maior pode gerar problemas na entrega das obras. "Caso não haja acordo a greve pode afetar os prazos de entrega. Isso ainda pode gerar até um custo maior para as empresas como ocorreu na reforma do Maracanã para a Copa do Mundo, onde na fase final tiveram que dobrar o número de funcionários para concluir a obra." Entre as reivindicações dos trabalhadores estão o aumento no valor esta básica de R$ 310 para R$ 350 e um reajuste no valor do salário de 8,5%. A diretora do Sinecon (Sindicato Nacional das Indústrias da Construção Pesada), Renilda Cavalcante, que representa as empresas responsáveis pelas obras, informou que a adesão à greve foi de cerca de 30%. "Recebemos a notificação de greve e detectamos que a adesão foi baixa. Apenas cerca de 30% dos funcionários pararam, os outros estão trabalhando. Então não houve um impacto grande. Somente no Engenhão que a obra praticamente parou." O Tribunal Regional do Trabalho agendou para sexta-feira (22) uma audiência de conciliação entre representantes dos trabalhadores e das empresas. A Empresa Olímpica Municipal afirmou, via assessoria de imprensa, que as obras no Parque Olímpico não foram afetadas. Em Deodoro, segundo a entidade, houve uma "pequena adesão" sem impacto no cronograma. O comitê organizador afirmou que não vai se pronunciar sobre o caso.

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