Um novo fôlego para o sonho

Projeto atua na formação dos atletas e conta com grupo experiente de profissionais

iG Minas Gerais | Débora Ferreira |

Ação. Mais de 50 crianças são atendidas pela AMDH
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Ação. Mais de 50 crianças são atendidas pela AMDH

A profissão de jogador de futebol ainda é a preferida entre as crianças brasileiras. À medida que o tempo passa e os meninos vão crescendo, algumas escolhas vão mudando, mas alguns insistem em fazer parte da estatística que coloca o Brasil como o maior exportador de atletas da modalidade do mundo e mantêm o sonho de um dia chegar a um grande time do Velho Continente.

O funil é pequeno, e o caminho é extremamente difícil, mas, na região metropolitana de Belo Horizonte, a Associação Mineira de Desenvolvimento Humano (AMDH) tenta ser uma porta aberta para os sonhos dos garotos.

Em seu quarto ano de trabalho, a organização conseguiu chegar ao quarto lugar no ranking mineiro de bases e será a única equipe não-profissional a disputar a Taça BH, competição que reúne grandes clubes brasileiros na categoria juvenil e será realizada em julho.

A vaga representa um novo fôlego para os jovens que almejam a tão sonhada oportunidade de vestir uma camisa de peso. “A Taça BH é uma ótima vitrine para quem está participando, e, se for da vontade de Deus, vamos conseguir ser chamados para algum time”, afirma o jovem João Pedro, de 16 anos.

Com um viés bastante social, a AMDH sobrevive de verbas vindas da lei federal de incentivo ao esporte e treina em local emprestado, em frente a um clube da Fiat, em Betim. O projeto é voltado a garotos da região metropolitana da capital mineira – neste ano, apenas as categorias infantil e juvenil estão em funcionamento.

E não é só de bola rolando que a equipe sobrevive. Com profissionais experientes no currículo – como o ex-preparador físico da base do Atlético Wladimir Braga, e o preparador Hebert Soares, que já trabalhou no Haiti com a seleção do país e no projeto social Viva Rio –, a associação ainda se esforça para trabalhar o lado cidadão dos seus potenciais atletas.

“Lógico que nosso trabalho é muito pequeno perto de outros grandes clubes brasileiros, mas há uma aproximação de parte de todo o corpo. São conversas pontuais, e até individuais, com caráter de orientação da melhor forma de conduzir as coisas, relativas ao comportamento dos garotos. A gente vê que tem muito atleta no mercado que acaba perdendo as oportunidades que aparecem em decorrência de tais tipos de comportamento. Então, tem que se cuidar em relação a isso”, explica o coordenador técnico Marcelo de Souza Rossi.

O caminho ainda é bastante árduo para que os jogadores se tornem profissionais. Mas nada impede que eles se vejam com a camisa amarela, sendo convocados de um grande da Europa. Antes, é preciso dar o primeiro passo, num cenário que tem sido favorável em Minas Gerais. “Com outras equipes estando bem em outros campeonatos, abre-se mais oportunidades, então, tende a ter mais atletas dentro do mercado”, conclui Marcelo.

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