Qualidade de vida fez Brasil subir posições

Nos últimos anos, o país progressivamente diminuiu a taxa de natalidade, depois de ser pioneiro em programas de erradicação da fome

iG Minas Gerais | Felipe Bueno |

O mundo se transformou desde a primeira edição do levantamento, publicado em 2012. A felicidade tornou-se, desde então, o principal indicador de progresso social. Em relação ao último estudo, de 2013, o Brasil subiu oito posições, figurando hoje na 16ª posição.

Nos últimos anos, o país progressivamente diminuiu a taxa de natalidade, depois de ser pioneiro em programas de erradicação da fome. Outra importante mudança demográfica demonstra que, com o novo padrão de vida do brasileiro, a população tem crescido menos e a expectativa de vida tem aumentado, o que o aproxima dos países desenvolvidos.

De acordo com a pesquisadora Luísa Pimenta Terra, estudos que visam compreender o bem-estar da população relacionado ao aumento da esperança de vida tornaram-se frequentes, nas últimas décadas, depois de uma importante conquista do Brasil: o aumento expressivo da esperança de vida ao nascer.

“Grande parte das pesquisas adotam como indicadores de qualidade de vida medidas ligadas à saúde, como a ausência ou existência de determinada doença ou a limitação e a autopercepção de boa saúde”, explica a pesquisadora. No entanto, somente esses “indicadores” não englobam outros aspectos da vida dos indivíduos que também afetam a qualidade de vida da população. “Por isso, investiguei se o aumento da longevidade é acompanhado por um aumento do tempo vivido com qualidade de vida. Além disso, verifiquei que a esperança de vida feliz é maior do que a esperança de vida saudável. Ou seja, as pessoas se consideram felizes, mesmo reportando um estado de saúde ruim”, observa Luísa. 

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