Circuito com irradiação para o Estado

Além de gestor, o Iepha vai fazer parte do Circuito, voltando ao Prédio Verde, onde esteve por 15 anos até ser transferido em 2013

iG Minas Gerais | Joyce Athiê |

Há menos de dois meses como órgão gestor do Circuito Cultural Praça da Liberdade, o Iepha – Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais apresenta novos planos para a consolidação do complexo. A presidente do órgão, Michele Arroyo, dá ênfase na perspectiva de uma política pública. “Hoje o Circuito não existe formalmente e a gente entende que ele não pode ser apenas um projeto. Ele precisa ter o poder público assegurando a diversidade de olhares e sentidos para o espaço”, afirma.

Segundo o secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, o Circuito será gerido a partir de novos conceitos que potencializem o diálogo do espaço com a cidade e com as demais regiões, por meio da interlocução com as prefeituras. “O que nós temos aqui é um conjunto de prédios, alguns em situações precárias. A gente precisa dinamizar a praça, abrir o Circuito para que ele não seja um parque da região centro-sul. Pensamos o Circuito como um conjunto de equipamentos com irradiação para o Estado, não só para Belo Horizonte”, conta o secretário.

Para ele, ter o Iepha, o organismo oficial de patrimônio cultural, como instituição coordenadora do programa faz parte de um plano conceitual.

Além de gestor, o Iepha vai fazer parte do Circuito, voltando ao Prédio Verde, onde esteve por 15 anos até ser transferido em 2013. “Esse prédio terá utilização cultural voltada para a memória e patrimônio. A intenção é que essa seja uma grande casa do patrimônio cultural de Minas Gerais, com a ocupação do Iepha”, diz Angelo Oswaldo.

Além das questões estruturais apontadas pelo Iepha, o órgão afirma que, para a consolidação do Circuito Cultura Praça da Liberdade, será necessário fazer um planejamento, em diálogo com todas as partes envolvidas, que passa pela criação de um modelo de gestão para o complexo como um todo e para os equipamentos culturais que o compõem.

Segundo Michele, hoje não existe um padrão para as parcerias público-privadas. “O que conseguimos aferir é que na medida que havia interesse específico do Estado e de um patrocinador, era feito um contrato de cessão, uma espécie de convênio, sobre determinadas condições, além de uma espécie de plano de trabalho renovável. Para cada um dos edifícios onde há parceria público-privada, o formato é diferente, as condições são diferentes”, pontua a presidente do Iepha.

Ela afirma que ainda não há uma proposta para a padronização, uma vez que será preciso realizar um novo diagnóstico, agora sob o ponto de vista da gestão. “Em paralelo, a gente vai pensar nas formas como o Circuito vai existir. Vai ser enquanto programa vinculado à Secretaria de Cultura, ao Iepha? Como trazer uma gestão mais flexível às necessidades dos equipamentos? Vamos ter a participação de uma Oscip?”, reflete Michele

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