Marcha Mineira contra a LGBTfobia saiu às ruas de BH neste sábado

A marcha aconteceu no fim de semana do Dia Internacional Contra a Homofobia, celebrado no dia 17 de maio

iG Minas Gerais | BERNARDO ALMEIDA |

Cidades - Grande ato pelo fim da Homo - Lesbo -Transfobia passeata LGBT em Belo Horizonte MG,  pede o fim do preconceito e a criminalizacao da homofobia . Foto: Alex de Jesus/O Tempo 16/05/2015
ALEX DE JESUS/O TEMPO
Cidades - Grande ato pelo fim da Homo - Lesbo -Transfobia passeata LGBT em Belo Horizonte MG, pede o fim do preconceito e a criminalizacao da homofobia . Foto: Alex de Jesus/O Tempo 16/05/2015

A violência contra homossexuais, travestis e transsexuais e a falta de legislação para coibir tais crimes foram os temas da II Marcha Mineira contra a LGBTfobia, que reuniu cerca de 50 pessoas no centro de Belo Horizonte na tarde deste sábado (16).

Com o tema “Não Ataque meus Direitos: Violência Zero!”, o ato contou com apresentações artísticas na praça Sete e abriu espaço para os participantes se manifestarem, quando foram lembrados os casos de violência no Brasil, que contabilizou 326 homicídios provocados por homofobia em 2014, segundo o Grupo Gay da Bahia. “A cada 27 horas, um homossexual é assassinado por ser homossexual. A ausência de leis legitima a violência, fruto da ignorância de um discurso de ódio”, diz o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Carlos Magno Fonseca.

Com 30 cruzes simbólicas, o ato lembrou o número de mortes em Minas Gerais no ano, colocando o estado como o segundo mais violento do país, atrás apenas de São Paulo, que teve 50 mortes. Dos 30 assassinatos em Minas, 13 foram contra transsexuais. “Hoje, o transsexual não envelhece porque é jogado para fora de casa cedo e está à mercê de assassinatos na rua”, conta Anyky Lima, presidente da Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual em Minas Gerais (Cellos-MG). “Você não precisa de uma arma para matar um homossexual, basta fechar os olhos para o problema”, acredita a presidente, que defende a criminalização da homofobia para tipificar a motivação dos casos de violência.

A concentração começou às 14h30 na praça Sete, de onde eles saíram com um carro de som pela Afonso Pena, rua da Bahia, Augusto de Lima e encerraram o ato na praça Raul Soares. A marcha aconteceu no fim de semana do Dia Internacional Contra a Homofobia, celebrado no dia 17 de maio.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave