BH tem marcha contra a homofobia neste sábado

Ato começa às 14h e terá passeata com velas para homenagear as vítimas da homofobia; Minas é o segundo lugar no ranking de mortos

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Imagem feita na I Marcha, realizada no ano passado
ROBERTO REIS
Imagem feita na I Marcha, realizada no ano passado

Acontece na tarde deste sábado (16) a II Marcha Mineira contra a LGBTfobia, na praça Sete, centro de Belo Horizonte. Com o tema "Não ataque meus direitos: violência zero", o ato é organizado por entidades e movimentos sociais de todo o Estado e tem como objetivo denunciar mortes e outras violências sofridas pela comunidade LGBT.

Marcado para começar às 14h com oficinas de cartazes e pronunciamentos de representantes de movimentos sociais, às 16h o grupo irá realizar uma passeata até a praça Raul Soares. A marcha terá velas acesas em memória às vítimas de violência e homofobia. O ato é previsto para terminar às 19h.

“Sofremos violência física nas ruas, mas também um outro tipo de violência por parte das instituições, em postos de saúde, escolas e pela polícia ao não respeitarem nossos direitos. A indiferença é a pior violência que existe, é como se a sociedade fechasse os olhos para o que passamos diariamente”, explica Anyky Lima, presidenta do Cellos MG, uma das entidades que organiza a II Marcha.

No Brasil, em 2014, dados do Grupo Gay da Bahia informam que  foram registradas 326 mortes em decorrência da LGBTfobia, um aumento de 4% em relação a 2013. Isso significa que, a cada 27 horas, uma pessoa foi assassinada no país por discriminação de identidade de gênero e/ou de orientação sexual. Minas Gerais ocupa o segundo lugar nesse triste ranking, com 30 pessoas mortas.

O dia 16 de maio foi escolhido por ser véspera da data em que de comemora o Dia Internacional Contra a Homofobia, 17 de maio. A data também lembra o dia em que a homossexualidade foi excluída da Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde - até então era considerada transtorno mental.

"A marcha é importante por se tratar de uma data que foi internacionalmente e historicamente escolhida para que nós, LGBTs, pudéssemos mostrar para a sociedade as nossas necessidades enquanto cidadãos e pessoas humanas, tratando de temas que vão da nossa dignidade à luta por direitos civis", esclarece Gleyk Silveira, militante de direitos humanos que participará do ato. 

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