Transplantes de rins de pacientes vivos estão ficando raros

iG Minas Gerais |

Se o número de doadores notificados no Brasil caiu no 1º trimestre de 2015 em relação ao 1º trimestre de 2014, uma das razões é a dificuldade de se conseguir doadores vivos de rins. De acordo com a Associação Brasileira de Transplantes de órgãos (ABTO), o percentual de transplantes renais no país sofreu queda de 20,3% entre doadores vivos e de 3,4% entre doadores falecidos.

“A doação em vida é um gesto de afeto com o próximo. Mas, infelizmente, nós não temos a cultura de doar órgãos no Brasil”, observa a diretora da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), Luciana Salomé.

Além de o hábito não estar difundido no país, a doação em vida requer muitos cuidados. “Esse tipo de procedimento só pode ser feito para um doador aparentado. O serviço de transplante estadual deve avaliar se ambos são compatíveis ou não, e também deve verificar se o órgão a ser doado tem a mesma constituição física do órgão do receptor”, explica o coordenador metropolitano do MG Transplantes, Omar Lopes Cançado Júnior.

Embora o transplante renal tenha caído de forma acentuada entre pessoas vivas, o índice de transplantes hepáticos de doadores vivos melhorou 9% entre o período avaliado pela pesquisa.

Como doar

Procedimento. A doação de órgãos após a morte é um procedimento simples. O hospital deve realizar o diagnóstico da morte encefálica do paciente. Uma vez comprovada a parada cerebral, a família pode autorizar a doação dos órgãos, e caso eles sejam viáveis, o corpo deverá ser mantido vascularmente vivo até o momento do transplante.

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