Tecnologia em favor da bike

Ferramenta conecta proprietários de bicicletas com interessados em alugar os veículos; usada em 65 países, inclusive no Brasil, iniciativa inclui reembolso de danos

iG Minas Gerais | Rafaela Mansur |

Cidades  - Belo Horizonte, Mg. Tempo de Bike. Aluguel de bicicletas em outros paises  O argentino Emiliano alugou bicicletas do itau na pampulha e na savassi. Fotos: Leo Fontes / O Tempo - 15.5.15
LEO FONTES / O TEMPO
Cidades - Belo Horizonte, Mg. Tempo de Bike. Aluguel de bicicletas em outros paises O argentino Emiliano alugou bicicletas do itau na pampulha e na savassi. Fotos: Leo Fontes / O Tempo - 15.5.15

A tecnologia pode ser uma boa aliada para quem quer viajar sem deixar a magrela de lado. Essa é a ideia do Spinlister, aplicativo que conecta proprietários de bikes com interessados em alugar os veículos em 65 países de todo o mundo, inclusive no Brasil. No total, há usuários em 120 países, principalmente da Europa.

Após encontrar a bicicleta desejada, o locatário envia solicitação ao dono da bike, que pode aprovar o aluguel ou negociar detalhes, como preço e data, por meio de chat. Depois de aprovada a solicitação, o locatário paga o valor combinado, por meio do próprio site, e tem a possibilidade de decidir a melhor forma de se encontrar com o proprietário do veículo. Após o uso, a magrela é devolvida para o dono em local, data e horário combinados entre os dois.

“O propósito do site é oferecer aos donos de equipamentos esportivos que não estão sendo utilizados a oportunidade de ganhar dinheiro. Uma plataforma social segura aluga as bikes a possíveis interessados”, afirmou o CEO do aplicativo, o brasileiro Marcelo Loureiro.

Para garantir que as bikes retornem para os proprietários no mesmo estado em que foram locadas, o Spinlister oferece uma espécie de seguro. Caso a magrela seja danificada ou roubada durante aluguel, o site se compromete a consertar o veículo ou pagar um novo, com as mesmas condições. 

Prática.  Foi em cima da magrela que o argentino Emiliano Guillaume, 29, ciclista há sete anos, conheceu Belo Horizonte. Ele lembra que, quando chegou à capital mineira, em março de 2013, não tinha dinheiro para comprar uma bicicleta e então não teve dúvidas de como se deslocar pela cidade.

“Minha namorada pesquisou uma bicicleta pela internet, e fizemos o aluguel na Pampulha para dar um passeio em volta da lagoa”, contou o estrangeiro.

Atualmente ele já consegue se deslocar com sua bicicleta, que ele trouxe da Argentina, no entanto, para ele, o sistema de aluguel para bicicletas é muito bom para os turistas. “Quando eu cheguei ao Brasil eu não tinha dinheiro para comprar uma bicicleta, então o sistema de aluguel foi muito útil para mim e conhecer a cidade de bicicleta é bem diferente e bem legal”, conclui. 

Veja vídeo com o argentino que conheceu BH pedalando:

 

Falta de estrutura impede hábito

Cerca de 38% dos ciclistas usam a magrela para ir ao trabalho todos os dias, segundo os resultados da pesquisa “De Bike ao Trabalho 2015”, realizada pela Bike Anjo, divulgados anteontem. Em todo o país, apenas cerca de 2% dos 1.531 entrevistados afirmaram que nunca vão de bicicleta para o trabalho nem pretendem fazer isso em um futuro próximo. Esses dois cenários se mantiveram em relação ao ano anterior.

A principal justificativa dos ciclistas para não usarem a bicicleta em deslocamentos para o trabalho é a falta de infraestrutura cicloviária, resposta de 46,5% dos entrevistados, seguida dos fatores climáticos como a chuva e o frio (37,4%) e do medo de acidentes – 32,3%.

A pesquisa reflete a realidade, segundo o dentista Carlos Edward Campos, 49, membro do Bike Anjo BH e da Associação dos Ciclistas Urbanos de Belo Horizonte (BH em Ciclo). “A falta de infraestrutura é realmente um problema, principalmente para os iniciantes. Os ciclistas mais experientes têm alguma facilidade de pedalar entre os carros, mas os mais novos têm mais dificuldade”, afirmou.

De acordo com 70% dos ciclistas entrevistados na pesquisa, não mais que 10% dos funcionários das empresas onde eles atuam usam a bicicleta para ir ao trabalho – a maioria desses (31%) disse que menos de 1% dos colegas usam a magrela.

O dado mais preocupante da pesquisa, segundo o Bike Anjo, é que mais de 6% das empresas onde os ciclistas entrevistados trabalham não têm estacionamento para as bikes e não permitem a entrada das magrelas.

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