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iG Minas Gerais | Marcus Celestino |

Madeleine Peyroux é “louca” por “Estudando o Samba”, de Tom Zé, e fã de cachaça
rocky schenck/ divulgação
Madeleine Peyroux é “louca” por “Estudando o Samba”, de Tom Zé, e fã de cachaça

Que fique bem claro: Madeleine Peyroux é singular. Descoberta num clube de Nova York e comparada já em seu álbum de estreia, “Dreamland” (1996), com a diva Billie Holiday, Madeleine, 41, faz questão de agradecer pela comparação. Todavia, a norte-americana – que apresenta o show de “Keep me in Your Heart for a While” (uma compilação de seus hits), neste domingo (17), no Palácio das Artes – não titubeia e, quando indagada sobre tal, responde com reverência, bom humor e uma humildade excessiva para uma artista de seu calibre.

“À época, fiquei preocupada por achar que não estava fazendo nada de novo ou especial. Até porque se você quer ouvir Billie Holiday irá preferi-la do que a mim. Aprendi muito com a música dela. Billie é uma heroína, mas quis fazer o meu trabalho, explorar”, comenta, por telefone, ao Pampulha. “Na verdade, é possível que a mídia tenha feito disso (a comparação) algo maior do que é”, complementa a norte-americana, que se mudou para a França ainda jovem.   Em Paris, Madeleine maturou seus dotes artísticos. Seu pai, nascido em Nova Orleans, e sua mãe, amante do jazz, semearam o que estava por vir. “Ficava muito animada ao escutar músicos de rua. Me deparei com um grupo de jovens norte-americanos fazendo uma performance (o The Riverboat Shufflers). Assisti e, ao fim, disse a eles: ‘Foi muito legal, mas a letra estava errada’”, rememora às gargalhadas. Impressionados, os integrantes decidiram agregar Peyroux ao “bando” e de “passadora de chapéus” passou a cantar rapidamente. Essas memórias estão começando a virar uma autobiografia, na qual Madeleine falará sobre esse período. O resto todo mundo já sabe. Seis discos depois e cá estamos, celebrando a carreira de uma artista considerada “a nova face do jazz” ao fim do último século e que continua a empolgar.    Acompanhada apenas por Jon Herrington (guitarra) e Barak Mori (baixo), Madeleine quer levar ao público um concerto no qual “a música é epicentro”. “Em trio conseguimos fazer algo bem intimista e também nos dá espaço para fazer coisas diferentes todas as noites”, afirma.   Os fãs poderão ser agraciados com canções como “Keep me in Your Heart”, de Warren Zevon, “La Vie En Rose”, “Guilty” e versões lindas e assombrosas de “Dance me to the End of Love” (Leonard Cohen) e de “Between the Bars”, do cultuado Elliott Smith, morto em 2003. “Infelizmente não tivemos muito tempo para apreciar a música de Elliott. É uma pena”   Madeleine Peyroux Trio No show, “Keep me in Your Heart for a While”, celebrando seus grandes hits. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Dia 17 (domingo), às 20h. R$ 160 (inteira)

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