Janelas abertas para parcerias

iG Minas Gerais | Vitor Coutinho |

Intérprete - Amelinha canta músicas de artistas como Zé Ramalho e Marcelo Jeneci
JARDIEL CARVALHO/DIVULGAÇÃO
Intérprete - Amelinha canta músicas de artistas como Zé Ramalho e Marcelo Jeneci

São quase 40 anos de uma carreira pontuada por parcerias no palco. Amelinha é mesmo afeita à troca de experiências. “Sou chegada em uma parceria mesmo”, reforça a cantora, que vem confirmar isso na próxima quinta (21), quando recebe Zeca Baleiro como convidado em seu show “Janelas do Brasil”, inédito em Belo Horizonte.

“Já fiz esse show duas vezes com o Fagner e uma com o Toquinho, mas não tinha feito com o Baleiro”, conta a cantora, referindo-se aos três artistas que fizeram participação especial em seu primeiro DVD, “Janelas do Brasil”, que dá nome ao show e foi lançado em 2011. Nele estão canções que ficaram marcadas na voz ímpar da cearense, como “Foi Deus Quem Fez Você”, “Frevo Mulher” e “Mulher Nova Bonita e Carinhosa Faz o Homem Gemer Sem Sentir Dor”, que também estão presentes no show.   Acompanhada dos violonistas Júlio César e César Rebechi, Amelinha traz um show roteirizado, dando à apresentação uma atmosfera teatral, segundo ela. “Eu começo cantando sozinha, aí o show vai caminhando até o momento em que eu chamo o Baleiro”, antecipa. Ao seu lado, ela garante que vai cantar “Asa Partida” e “Flor da Paisagem”, entre outras. Depois, Baleiro ainda fica um pouco mais para tocar algumas de suas canções sozinho.   Amigos As parcerias de Amelinha começaram antes mesmo de seu primeiro disco, em 1975, quando foi para o Uruguai acompanhando Toquinho e ninguém menos que Vinicius de Moraes. Depois veio seu debut, “Flor da Paisagem” (1977), que tem 11 composições de outros artistas, entre eles Robertinho de Recife e Luiz Gonzaga – além de Fagner,amigo de longa data e que junto com ela, Ednardo e Belchior formou o grupo que ficou conhecido como “Pessoal do Ceará”.   Belchior, inclusive, mexe com a cabeça dos fãs dos músicos cearenses. A última aparição pública do compositor foi há cerca de seis anos, quando deu uma entrevista para o Fantástico, direto do Uruguai. “Eu não tenho a menor ideia de onde o Bel está. Às vezes eu ate grito no show: 'volta Bel!'. De repente ele volta aí e faz um grande evento, é o que tudo mundo quer”, conta, sobre antigo parceiro.   Zeca Baleiro, por outro lado, aproximou-se de Amelinha mais recentemente, em meados da década de 2000. “Eu sabia que o Baleiro acompanhava meu trabalho, mas não que ele era tanto meu fã. E aí teve um show dele e do Fagner, no Canecão do Rio do Janeiro, e notei que ele foi muito simpático comigo”, conta. E daí para a parceria acontecer o processo foi natural. “Ele é um cara muito atento, um grande artista e uma grande pessoa”, completa.    Amelinha está com projetos preparados para frente, como a gravação de uma música para a trilha sonora de “Rita de Redenção”, filme de Cássio Araújo sobre os festejos de Santa Rita de Cássia, uma das maiores festas do Ceará. Porém, por hora, ela prefere se concentrar em BH. “Estou bem focada para esse show, totalmente dedicada, com meu coração inteiro”, diz.   Amelinha convida Zeca Baleiro Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Quinta (21), às 21h. R$ 100 (inteira)

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