Banco do Brasil suspende pela segunda vez pagamentos à CBV

Contrato foi desfeito novamente pelo fato de a Confederação Brasileira de Voleibol não ter cumprido as medidas da (CGU)

iG Minas Gerais | THIAGO PRATA |

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Alexandre Arruda/CBV
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O Banco do Brasil (BB) suspendeu, pela segunda vez em menos de seis meses, os pagamentos dos contratos de patrocínio à Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). Segundo o BB, a principal entidade do vôlei nacional não cumpriu as orientações do relatório feito pela Controladoria Geral da União (CGU), após as falcatruas e os escândalos cometidos pela CBV durante a gestão Ary Graça.

Um Dossiê Vôlei organizado pelo jornalista Lúcio de Castro e confirmado pelo relatório da CGU apontaram uma série de irregularidades na gestão Ary Graça, rendendo tristes episódios fora das quadras. A lama foi tão grande que o Banco do Brasil chegou a suspender os pagamentos dos contratos de patrocínio com a CBV em dezembro.

Depois, em janeiro, o BB voltou atrás, já que a Confederação Brasileira prometeu seguir orientações da CGU. Foi estipulado um prazo de 90 dias para a CBV cumprir todas as medidas determinadas.

As medidas eram: implementação de medidas que buscassem ressarcir a Confederação dos serviços contratados sem a devida comprovação da execução, implantação de um novo Regulamento de Contratações, criação de um Comitê de Apoio ao Conselho Diretor da CBV com participação de representantes da comunidade do vôlei, reformulação do Conselho Fiscal, definição de parâmetros para pagamento de bônus de performance a atletas e criação da Ouvidoria.

“Tendo em vista o encerramento do prazo de 90 dias previsto no aditivo contratual, e o não cumprimento de parte das obrigações, o Banco do Brasil suspendeu os pagamentos referentes aos contratos de patrocínio ao vôlei e condiciona a retomada dos pagamentos à efetiva implantação das medidas acordadas", relatou o Banco do Brasil, por meio de nota oficial.

Por meio de sua assessoria, a CBV disse que ainda não foi informada sobre a interrupção dos pagamentos.

O que houve? Foram confirmadas irregularidades de R$ 30 milhões em 13 contratos da CBV durante a gestão Ary Graça. A Confederação Brasileira de Voleibol usou a verba do Banco do Brasil para fazer pagamentos à empresas ligadas à dirigentes e ex-dirigentes da entidade esportiva.

Premiações que deveriam ser transferidas para jogadores e membros da comissão técnica da seleção brasileira acabaram sendo desviadas.

Revolta. Por conta das irregularidades da CBV, vários atletas e treinadores, tanto da Superliga masculina, quanto da feminina, além de ex-jogadores, manifestaram revolta contra à instituição.

Muitos atletas deixaram claro sua indignação através das redes sociais. E não parou por aí. Algumas atitudes foram tomadas dentro das quadras, como na partida entre Sesi-SP e Sada Cruzeiro, na primeira fase da Superliga passada, na qual os jogadores usaram narizes de palhaço antes do jogo.

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