Servidores públicos fazem paralisação

Indignados com reajuste de 0% oferecido pelo governo, os trabalhadores suspenderam as atividades por 24h

iG Minas Gerais |

Servidores públicos de Contagem fizeram passeata pela avenida João César de Oliveira
LINCON ZARBIETTI
Servidores públicos de Contagem fizeram passeata pela avenida João César de Oliveira
Após não conseguir aumento salarial, na manha desta quarta-feira (13), os funcionários públicos de Contagem se reuniram na praça do Iria Diniz, no bairro Eldorado, para protestar contra os descasos por parte do governo municipal em diversos setores da cidade. Nova assembleia geral com indicativo de greve está agendada para o próximo dia 19.   Interrompendo o trânsito na Avenida João César de Oliveira, os servidores saíram em passeata até o Big Shopping. As categorias suspenderam os serviços por 24 horas. O ato, intitulado Dia da Greve Geral do Funcionalismo de Contagem teve a participação do Sind-Ute Contagem, SindSaúde Contagem, Sindiscon, Sindicado dos Engenheiros e Sindicato dos Arquitetos.   Com indícios de greve, a paralisação geral dos servidores é uma forma de chamar a atenção dos governantes do município para a difícil situação em que se encontram as categorias. De acordo com a diretoria do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-Ute Contagem), a cidade vive uma situação caótica, já que os profissionais não são respeitados. “A expectativa é que o governo se mova no sentido de apresentar alguma proposta para as reivindicações da categoria. A proposta para a educação foi de 0% de reajuste e nenhum movimento de valorização com relação ao plano de saúde ou no plano de carreira”.    Os trabalhadores em educação reivindicam o reajuste do Piso Salarial Nacional, que este ano está em 13,01%, e melhores condições de trabalho nas escolas. O governo municipal já sinalizou que não tem verba para conceder qualquer tipo de aumento, inclusive o repasse da inflação, mas a categoria não irá aceitar o arrocho salarial. Durante o ato, eles pediam socorro por meio de um grito de guerra simbolizando a situação: “0% eu não aceito, eu me dedico é 100%”. Na ocasião, os funcionários pediram 30% de aumento, mas a prefeitura não autorizou. Como justificativa, foi informado que não há dinheiro em caixa.   Indignados, os manifestantes afirmaram que a cidade está totalmente abandonada e os setores públicos sucateados. “É um absurdo oferecer 0% de reajuste salarial aos profissionais”, lamentaram os funcionários públicos. Na ocasião, a diretoria do Sind-Saúde de Contagem lembrou as dificuldades para desempenhar o trabalho e ressaltou a importância da reivindicação. “Não temos estrutura para trabalhar, não temos materiais adequados, mas aqui não existe categoria imobilizada. Estamos aqui hoje mostrando que os sindicatos têm força. Essa é a luta dos trabalhadores de Contagem”, enfatizaram.   Por meio de nota, a Prefeitura de Contagem informou que há uma mesa de negociação permanente com os sindicatos. Além disso, para assegurar os investimentos em obras e políticas sociais, serão apresentadas, segundo a prefeitura, nos próximos dias, medidas legais de redução de 10% dos vencimentos de todos os cargos em comissão, inclusive do prefeito, vice-prefeito, secretários e correlatos, exceto os cargos em comissão de Diretor de Escola Municipal e de Assistente I.   Ainda conforme o comunicado, será revisto o percentual aplicado sobre o vencimento dos servidores que integram o Plano de Cargos instituído pela Lei Complementar 090/2010, passando de 1,408% para 2%.

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