Até craques param na muralha

Luis Fabiano, Fred, Ronaldinho Gaúcho e Fenômeno também já pararam nas mãos do camisa 1 celeste

iG Minas Gerais | Guilherme Guimarães |

'Fiquei feliz pelas defesas em um momento importantíssimo para nossa equipe, momento que Deus preparou para mim ao longo dos dez anos que estou no Cruzeiro'. Fábio - Goleiro do Cruzeiro
uarlen valério - 13.5.2015
'Fiquei feliz pelas defesas em um momento importantíssimo para nossa equipe, momento que Deus preparou para mim ao longo dos dez anos que estou no Cruzeiro'. Fábio - Goleiro do Cruzeiro

Uma vitória para lavar a alma e dar o choque que o coração cruzeirense precisava para reavivar o espírito do jogo bonito mostrado nas duas últimas temporadas. Atual bicampeão brasileiro e sonhando com o tri da Copa Libertadores, o Cruzeiro teve uma quarta-feira épica contra o São Paulo e viu acender, nas mãos de seu goleiro, a chama da esperança pela taça mais cobiçada da América.

Se muitos diziam nos primeiros anos de Fábio na Raposa que o arqueiro tinha como fraqueza não defender pênaltis, mais uma vez ficou provado que o futebol dá a chance de se mostrar o contrário e ainda dá aos atletas que merecem o devido status de herói.

Do que antes era crítica Fábio se fez forte e, na toada do cantor Jorge Ben Jor, seguiu bem o ritmo nas penalidades contra o tricolor: “Eu vou lhe avisar. Goleiro não pode falhar. Na mira da lei, na marca do pênalti. Não pode ficar com fome na hora de jogar”. E, como um gigante, o arqueiro estrelado, em episódio cinematográfico, decretou o fim de uma era na equipe paulista.

“Entra para o rol de jogos emocionantes de todos os torcedores do Cruzeiro e jogadores do clube. Com certeza, todo mundo foi com o coração acelerado até o fim das cobranças de pênaltis. Valeu o ingresso, e foi um jogo de muitas emoções”, afirma o camisa 1, que está prestes a se tornar o jogador com o maior número de partidas realizadas pelo Cruzeiro.

Mais santo que o próprio nome do adversário, Fábio já havia feito na última semana, no Morumbi, milagres que até os deuses do futebol desconheciam. E, se a classificação às quartas de final da Libertadores aconteceu, muito se deve a ele.

“Foi uma noite especial, que vai estar na memória de todos que participaram dessa grande partida. A classificação veio em forma de grandes cobranças de pênaltis”, exalta, tendo todo o seu trabalho elogiado por um velho conhecido.

“Faz cinco anos que trabalhamos juntos, nos conhecemos muito bem. Os méritos são todos do Fábio, é um momento especial do goleiro. Disse a ele que fosse determinado, porque, com certeza, ele pegaria um ou dois pênaltis. Ele saiu como o grande herói do jogo e deu essa vitória para o Cruzeiro”, comentou o preparador de goleiros Robertinho.

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