Cinco erros capitais do Galo

Fatores que antes ajudaram, como a força dentro de casa, não adiantaram nesta Libertadores

iG Minas Gerais | Diego Costa |

Má fase. 
Considerado santo pela torcida, Victor não fez as famosas defesas milagrosas de outros tempos e falhou em alguns momentos
RICARDO MALLACO / O TEMPO
Má fase. Considerado santo pela torcida, Victor não fez as famosas defesas milagrosas de outros tempos e falhou em alguns momentos

O místico grito do “Eu acredito”, eficiente em muitos momentos importantes, não foi páreo para os vacilos do Atlético na Libertadores de 2015. A campanha instável foi encerrada com a eliminação diante do Internacional, ainda nas oitavas de final do torneio, o que ocorre pela segunda vez seguida.

A épica conquista da Copa do Brasil do ano passado fez com que o Galo fosse apontado como um dos principais favoritos ao título. Mas os duros golpes começaram com as lesões de Lucas Pratto e Marcos Rocha, no início da disputa. Os problemas de ordem médica acompanharam o elenco durante toda a caminhada. O meia Guilherme foi um dos principais prejudicados.

Os dois jogos contra o Colorado expressam bem a história do Atlético. O tão badalado e temido Horto também não desequilibrou. Já no primeiro confronto, o Inter conseguiu um empate por 2 a 2. Na primeira fase, na partida contra o Atlas-MEX, o fator casa também não fez a diferença. A derrota por 1 a 0 quase custou a classificação às oitavas.

Falhas. Os gols do time gaúcho também merecem destaque. Dos cinco tentos, dois tiveram passes de jogadores do próprio Galo. Quem gostou foi o argentino Lisandro López, que aproveitou falhas de Marcos Rocha e Dátolo. O próprio goleiro Victor não fez os costumeiros milagres. Pelo contrário, acumulou falhas. O gol sofrido contra o Colo-Colo-CHI e o primeiro do Colorado, marcado por Valdívia, denotam o que foi a participação do arqueiro.

E os confrontos pelas oitavas de final também apontam para a falta de pontaria dos atleticanos. Se os comandados de Diego Aguirre esbanjaram eficiência, os de Levir Culpi suaram para balançar as redes. O volante Rafael Carioca destacou os erros na hora do arremate como cruciais para a eliminação precoce.

“Faltou caprichar mais na finalização. Perdemos muitos gols no começo do jogo, e, quando eles foram poucas vezes, conseguiram fazer. Pecamos nesse último passe para fazer esse gol também”, afirmou.

O treinador também não escapa aos desacertos do Galo na Libertadores. A sorte não esteve ao lado de Levir. Ao afirmar que o elenco é forte, numeroso, ele descartou a necessidade de contratação de reforços. Apostas como a de Pedro Botelho, André e Cesinha não surtiram o efeito esperado. Quando escalou Dátolo como lateral-esquerdo, contra o Colorado, o argentino falhou no terceiro gol do Inter.

Resta ao clube focar o Campeonato Brasileiro e corrigir os equívocos cometidos na Libertadores.

Jogadores treinam visando à partida contra o Fluminense Após a eliminação, ainda em Porto Alegre, os jogadores do Atlético realizaram um treino no CT do Grêmio, ontem à tarde. Com problemas de ordem médica, dois atletas não participaram dos trabalhos. O meia Maicosuel e o atacante Jô ficaram no hotel e passam a ser dúvida para a partida contra o Fluminense, no próximo domingo, em Brasília, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Maicosuel teve uma entorse no tornozelo esquerdo. Já o centroavante acusou uma entorse no joelho direito. Eles serão reavaliados na Cidade do Galo, hoje à tarde, durante a reapresentação. A delegação chegaria a Belo Horizonte na noite de ontem. O volante Leandro Donizete, suspenso por causa da expulsão na final da Copa do Brasil do ano passado, já está fora do jogo.

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