Desarmar população não é suficiente

iG Minas Gerais | Joana Suarez |

O Estatuto do Desarmamento e a campanha para retirar armas das mãos da população, feitos a partir de 2004, frearam o crescimento descontrolado da mortalidade, mas ainda não conseguiram reduzir os índices de forma constante, conforme destacou o Mapa da Violência 2015, divulgado ontem. “Depois do pico de 39,3 mil mortes em 2003, os números caíram para 37 mil, mas depois de 2008 ficam oscilando em 39 mil mortes para dar um pulo em 2012: 42,4 mil”, apontou o levantamento nacional. “Desarmar é requisito indispensável para limitar as oportunidades de manifestação da violência, mas não é suficiente. Além dessa, tem outras ações e políticas que devem ser propostas”, disse o pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz, em texto que integra o estudo. “Em Minas, a campanha não foi feita como deveria, os municípios não conseguiram cumprir. Existe a cultura de que ter arma é importante. Se alguém tem uma arma, ela será usada”, argumentou o especialista em segurança Jorge Tassi.

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