Família Andrada pode abandonar ninho tucano

Filho do deputado federal Bonifácio Andrada e irmão do prefeito de Barbacena, Toninho Andrada, o parlamentar mineiro Lafayette Andrada é um dos mais revoltados com o ninho tucano

iG Minas Gerais |

A tradicional família Andrada, presente na política brasileira há quase dois séculos, pode desembarcar do PSDB. De acordo com interlocutores tucanos, uma “briga feia” durante a eleição do diretório de Juiz de Fora no último fim de semana foi a “gota d’água” para que a debandada fosse analisada pelo clã familiar. “O PSDB mineiro está um pouco abandonado, e muitos conflitos acabam acontecendo. No caso dos Andradas, o que acontece é que eles não conseguem ficar de fora da base do governo, mesmo”, diz outra fonte ligada ao PSDB, em conversa com o Aparte. Para um parlamentar tucano, que pediu para não ser identificado, no entanto, a família “não conseguiu o que queria nem teve o pedido apaziguado pelas lideranças”. Filho do deputado federal Bonifácio Andrada e irmão do prefeito de Barbacena, Toninho Andrada, o parlamentar mineiro Lafayette Andrada é um dos mais revoltados com o ninho tucano. Durante a semana, ele chegou a ligar para correligionários para “desabafar” e se queixar do PSDB. Apesar dos indícios, Lafayette Andrada nega que exista possibilidade de deixar o partido. “Essa história não procede, não tem o menor cabimento. A minha relação com o PSDB e com os outros membros do partido é excelente, tanto que fui colocado como um dos líderes na ALMG e tenho bom trânsito com as lideranças do partido”, garante o tucano. Ele tentava se eleger presidente do PSDB de Juiz de Fora, mas o vereador Rodrigo Mattos, filho do ex-prefeito Custódio Mattos, acabou conquistando a vitória. A história dos Andradas na política surge antes mesmo de Dom Pedro I proclamar a Independência do Brasil e se inicia com José Bonifácio de Andrada e Silva, que participou dos movimentos para separar o Brasil de Portugal.

Premiada O Aparte denunciou, no fim do mês passado, um esquema de nepotismo cruzado envolvendo a deputada estadual Cristina Corrêa (PT) e o vereador de Belo Horizonte Juninho Paim (PT). Na época, a parlamentar havia nomeado Grasiele Freitas Paim, irmã de Juninho Paim, para um cargo em seu gabinete na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), enquanto duas parentes de Cristina Corrêa atuavam no escritório do vereador na Câmara Municipal da capital mineira. Após a denúncia da coluna, Grasiele Paim foi exonerada de seu cargo na ALMG. Lá, ela recebia um salário mensal de R$ 5.964,58. Nesta semana, a irmã do vereador foi premiada com uma nomeação para um cargo na Secretaria de Estado de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Sedinor).

Tucano na web Após pedido do próprio Antonio Anastasia, a equipe do senador tucano criou e lançou, nesta quinta, um portal que aponta conquistas e feitos que foram alcançados enquanto ele ocupava a principal cadeira do Palácio Tiradentes. O site antonioaugustoanastasia.com.br tem a intenção de “proteger o legado” do ex-governador do Estado em Minas. Apesar de a estratégia acontecer logo após o anúncio do governo Pimentel de que o Estado está sucateado, membros do PSDB afirmam que a iniciativa não pretende responder às críticas, mas proteger a imagem do senador, que, em 2018, deve se candidatar ao governo estadual. Além disso, o site servirá para atualizar notícias sobre a atuação de Anastasia no Senado.

FOTO: MARIO ÂNGELO/SIGMAPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Juiz Sérgio Moro

Estrela. Manifestantes receberam o juiz Sérgio Moro, em São Paulo, onde foi ao lançamento do livro “Bem-Vindo ao Inferno, a História de Vana Lopes – a vítima que cassou o médico e estuprador Roger Abdelmassih” como um herói. Usando peças de roupa verde e amarela, eles entregaram rosas brancas a Moro. O juiz classificou de “bacana” o apoio recebido, mas disse não ser um trabalho só dele, mas de equipe. Havia ainda faixas contra a presidente Dilma Rousseff.

R$ 55 mi É O VALOR da dívida do programa de estímulo à preservação ambiental Bolsa Verde – do governo federal – a entidades e produtores rurais.

Sem pandeiro Depois de negociar e se reunir com representantes da escola de samba Beija-Flor, a Prefeitura de Nova Lima negou que irá patrocinar o grupo para o Carnaval carioca de 2016. Em nota, a administração afirmou que “integrantes da escola apenas se reuniram com as equipes da Secretaria de Turismo e da Secretaria de Esporte e Lazer de Nova Lima para conhecer mais sobre a história do marquês de Sapucaí, que é o possível enredo da escola no ano que vem”. Comentava-se, antes, que cerca de R$ 7 milhões poderiam ser destinados pela prefeitura à escola de samba.

Mais reuniões Além da reunião da última semana, que contou com lideranças políticas, outra conversa foi realizada em março, quando representantes da escola procuraram saber sobre a história do marquês de Sapucaí. Informações foram repassadas por historiadores da cidade. A fotografia publicada na edição de quarta-feira de O TEMPO seria, segundo interlocutores da prefeitura, da primeira reunião, e não do encontro realizado na última sexta-feira. A possibilidade de patrocínio em um momento em que a cidade vive uma crise financeira gerou descontentamento e pressão na administração.

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