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Crepe Suzette, com suco e licor de tangerina
DENILTON DIAS
Crepe Suzette, com suco e licor de tangerina

Seja em geleias, compotas ou doces cristalizados, a mexerica faz parte da doçaria tradicional brasileira. Mas é francesa a sobremesa mais famosa mundo afora que a tem como estrela: o clássico crepe Suzette.

Existem muitas versões (e lendas) sobre a criação do prato, flambado no licor de tangerina. Uma das mais conhecidas é a do chef Henri Charpentier (1880-1961), um dos primeiros cozinheiros a se tornar celebridade mundial. No livro “Life à la Henri”, ele contou que o prato foi o resultado de um erro.

Na virada do século XVIII, era comum que panquecas fossem preparadas na frente do cliente – e, naquela noite, Charpentier atendia um frequentador ilustre do restaurante Maître, em Monte Carlo: o príncipe de Gales. Nervoso, o chef exagerou na dose de licor e a panqueca pegou fogo. Sem querer, ele teria criado ali a técnica de flambar – e preferiu servir a sobremesa assim mesmo. Agradou tanto que o monarca batizou a novidade: o nome seria uma homenagem à sua acompanhante naquela noite, Suzette.

Para o francês Nicolas Duchemin, sócio do restaurante Chez Louise, o crepe é uma das sobremesas que melhor representam a cultura culinária de seu país natal e lamenta que poucas casas ainda a preparem na frente do cliente. “É um retrato de outros tempos da gastronomia, muito mais suntuosa do que hoje, quando não existe mais essa estrutura”, diz ele. O crepe ainda não está no cardápio da casa, mas estará a partir da semana que vem (e não será preparada à mesa).

Mais moderno é o semifreddo de tangerina oferecido nas sugestões do chef Caetano Sobrinho no restaurante A Favorita. Na época da fruta, ele serve a sobremesa com um toque de flor de sal. “Simples, mas muito eficiente”, resume o chef. 

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