Policial militar é pego suspeito de matar mãe e filha

Acusado teria assassinato de mãe e filha no dia 7 de abril, no bairro Cidade Verde, próximo a um ponto de ônibus

iG Minas Gerais | Lisley Alvarenga |

PM teria matado mãe e filha em um ponto de ônibus
João Lêus
PM teria matado mãe e filha em um ponto de ônibus

Um policial militar foi preso por policiais da Delegacia de Homicídios de Betim, na quarta-feira (13), acusado de ser o responsável pelo assassinato de mãe e filha ocorrido no dia 7 de abril, no bairro Cidade Verde. Ana Carolina Carneiro, 31, e a filha dela, uma menor de 15, foram executadas com vários tiros, próximo a um ponto de ônibus.

Segundo as investigações, o suspeito é conhecido como uma espécie de “justiceiro” na região e não se conformava com o fato de as vítimas serem usuárias de drogas. “Ele teria ameaçado mãe e filha por não admitir tal comportamento, e, por essa razão, as vítimas começaram a falar com outras pessoas, que denunciariam o policial à Corregedoria da Polícia Militar, por traficar armas no bairro”, declarou a Polícia Civil.

No dia do crime, ele teria escutado a adolescente falando com a mãe que iria acompanhá-la na saída do trabalho. O suspeito teria seguido a jovem, que estava na companhia de um adolescente de 16 anos, quando voltava para a casa com a mãe. “Os três teriam sido abordados pelo policial. Ele fez o primeiro disparo contra Ana Carolina, que correu. Em seguida, atingiu a menor. Na tentativa de fuga, Ana Carolina fez sinal para que um ônibus parasse, mas foi puxada pelo militar e morta com três tiros. O suspeito ainda voltou e deu um tiro na cabeça da jovem”, afirmou a polícia.

Na casa do suspeito, a polícia encontrou munições calibre 38, um carregador de revólver e duas bombas caseiras. De acordo a Polícia Civil, devido a um tratamento psiquiátrico, há três anos ele tinha restrições no uso de armas e, por isso, prestava serviços administrativos em uma companhia, em Igarapé, onde foi preso. Contudo, testemunhas teriam relatado que o militar ostentava na vizinhança um revólver calibre 38, descrito como o que foi usado no assassinato de Ana Carolina e da filha. O suspeito teria dito à polícia, no entanto, que perdeu a arma e negou participação no homicídio, alegando que estava em casa no momento do crime. Ele foi levado ao Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes (RCAT) da PMMG.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave