Maioria das empresas planeja investir mais em inovação, diz pesquisa

Na avaliação das companhias, a burocracia e a regulamentação excessiva inibem os investimentos no setor.

iG Minas Gerais | Folhapress |

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Natura/divulgação
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Pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com 100 empresas mostra que 57% delas pretende aumentar os investimentos em inovação nos próximos cinco anos.

Segundo elas, o investimento é necessário para lidar com desafios do mercado em que atuam e ganhar vantagem competitiva. As empresas citam ainda a necessidade de diversificar a atuação como estímulo para os desembolsos em inovação.

Hoje, a maior parte das companhias pesquisadas (54%) investe até 3% de seu orçamento nesse quesito. Apenas 28% delas aplicam 5% ou mais, mostrou o estudo divulgado nesta terça-feira (12) pela entidade.

A pesquisa foi feita a partir de entrevistas com diretores, vice-presidentes ou presidentes de 40 grandes e 60 pequenas e médias empresas com atuação em treze setores da economia. A maioria das companhias de grande porte (67%) combina diferentes fontes de recursos para financiar a inovação, incluindo recursos próprios, captados em instituições privadas e em instituições públicas. Somente 30% valem-se apenas de suas receitas para investir no quesito.

Já as pequenas e médias têm mais dificuldade de conseguir empréstimos para esse fim. Entre elas, 46,7% afirmam ter de recorrer a recursos próprios para financiar iniciativas relacionadas à inovação.

Percepção

Apesar de quase todas as empresas afirmarem que a inovação faz parte da estratégia de negócios, esse esforço ainda é insuficiente. Para 62% delas, o grau de inovação do país é baixo ou muito baixo.

Segundo elas, o Brasil somente importa ou copia o que é feito lá fora. Faltam ainda cultura de inovação nas empresas e políticas de incentivo efetivas no país.

Na avaliação das companhias, a burocracia e a regulamentação excessiva inibem os investimentos no setor. Também dificultam a inovação os níveis baixos de educação e de qualificação de mão de obra.

Para 89% das empresas entrevistadas, os profissionais que mais contribuem para a inovação em sua empresa não chegam ao mercado de trabalho suficientemente capacitados. Na avaliação das companhias, hoje os que mais auxiliam no processo de inovação são os profissionais com curso superior, em especial os engenheiros, e os funcionários com pós-graduação.

A inovação vem ganhando importância na estratégia das empresas, uma vez que contribui para aumentar a competitividade, de acordo com a CNI.

"A inovação é o meio mais estratégico para a indústria crescer e colher resultados mesmo em cenários adversos com o atual", diz o superintendente nacional do Instituto Euvaldi Lódi (IEL), Paulo Mól.

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