Mais gestores públicos envolvidos

Promotor Nepomuceno reúne provas para ação por improbidade administrativa

iG Minas Gerais | Joana Suarez |

Duas pessoas morreram na queda do viaduto, em julho de 2014
MARIELA GUIMARAES / O TEMPO
Duas pessoas morreram na queda do viaduto, em julho de 2014

Além do prefeito, Marcio Lacerda, outros gestores públicos devem ser incluídos na investigação do Ministério Público por terem cometido improbidade administrativa ao permitir que as obras do viaduto Batalha dos Guararapes, na avenida Pedro I, continuassem diante da notícia de “erros graves” no projeto executivo. O promotor de Defesa do Patrimônio Público Eduardo Nepomuceno afirmou nesta segunda que está colhendo provas da participação de mais pessoas no caso.

Uma das testemunhas chave deste processo, a ex-diretora de Obras da Sudecap, Maria Cristina Novais, iria ser ouvida nesta terça na promotoria, mas adiou seu depoimento para a próxima semana devido a problemas de saúde. Foi ela que encaminhou à polícia os e-mails que trocou com o ex-secretário municipal de Obras José Lauro Terror e outros diretores da autarquia, alertando sobre os problemas no projeto do viaduto. Outras mensagens eletrônicas teriam sido enviadas por ela ao prefeito e mais gestores. “Tenho que reunir mais elementos antes de concluir todas as responsabilidades e participações”, disse o promotor.

Desde 2012, todos tomaram conhecimento dos erros e não fizeram nada para evitar a queda do viaduto. No inquérito policial, 19 pessoas foram indiciadas por homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco), entre diretores, engenheiros e técnicos da Cowan, Consol e Sudecap. “Todos afirmaram que não tinham capacidade técnica para fazer o recálculo do memorial. Mas agiram com omissão porque era previsível que um erro grave em um projeto daquela magnitude poderia ocasionar o desabamento e as mortes”, disse o delegado Hugo e Silva na apresentação do inquérito na semana passada.

O promotor criminal Marcelo Mattar informou que está analisando o inquérito, realizando reuniões internas e que terá uma posição sobre a denúncia na próxima semana.

Concluída. A promotoria de Patrimônio, que apura a responsabilidade civil dos envolvidos, deve concluir nos próximos dias que as empresas que projetaram e construíram o viaduto são culpadas e devem ressarcir os danos.

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