Alckmin diz que não vai negociar com professores estaduais em greve

Alckmin disse que o Estado vai participar do encontro, mas não vai fazer uma contraproposta de aumento salarial porque o último ocorreu há oito meses

iG Minas Gerais | Folhapress |


Geraldo Alckmin recuou da tática Edualdo em SP
MARCELO S. CAMARGO
Geraldo Alckmin recuou da tática Edualdo em SP

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou nesta quinta-feira (7) que não vai negociar com os professores estaduais em greve. Parados há 55 dias, os grevistas têm uma audiência de conciliação com o governo estadual marcada para esta tarde.

Alckmin disse que o Estado vai participar do encontro, mas não vai fazer uma contraproposta de aumento salarial porque o último ocorreu há oito meses. "Não existe reajuste de oito em oito meses. [O professor] já pode ter 10% a mais a cada três anos se passar na prova dada, também nomeamos os concursados. Tudo foi feito. Não tem nenhum sentido discutir ajuste após oito meses", afirmou.

O governador disse ainda que fez nos últimos anos um plano de carreira e de recuperação salarial para os servidores. "Estamos 26% acima do piso nacional. A média salarial de professores [do Estado] é de R$ 4.440. O [último] reajuste foi 21% acima da inflação em julho do ano passado, com pagamento em agosto".

O piso pago aos professores do Estado de São Paulo é de R$ 2.415,89. Os docentes paulistas entraram em greve no dia 16 de março e pedem um reajuste salarial de 75,33%, melhores condições de trabalho e o fim do fechamento de classes.

A paralisação atinge boa parte das maiores escolas, mas com baixa adesão. A reportagem consultou nesta semana os 15 colégios com mais matrículas na capital. Dos 12 que responderam, apenas dois afirmaram que não havia nenhuma paralisação.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave