Inquérito domina conversas, e clima é ‘muito ruim’

A reportagem não conseguiu contato com Maria Cristina. Seu e-mail na Sudecap foi extinto, assim como suas páginas em redes sociais

iG Minas Gerais | Joana Suarez /Luciene Câmara |

Funcionários da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) contaram à reportagem que o indiciamento de diretores é o único assunto discutido nos corredores da empresa e que, apesar de o trabalho seguir normalmente, o clima é “muito ruim”. Um servidor disse que os indiciados estão “arrasados”.

A principal testemunha do inquérito do viaduto, Maria Cristina Novais, então diretora de Projetos da Sudecap, se aposentou recentemente. Informações extraoficiais dão conta de que ela estaria doente e já afastada há algum tempo do trabalho. Em depoimento à polícia, além de mostrar e-mails trocados com a cúpula da superintendência, ela afirmou que o engenheiro calculista da Cowan se recusava a executar os projetos porque havia detectado erros graves.

Nos e-mails que Maria Cristina enviou, ela demonstrava estar ansiosa para que fosse tomada alguma atitude quanto a um assunto “sério que envolve nada mais nada menos que todos os viadutos projetados pela Consol para a avenida Pedro I”. No mês passado, O TEMPO mostrou que os sete elevados apresentaram problemas. O prefeito Marcio Lacerda, porém, afirma que eles agora foram submetidos a diversos especialistas e “todos asseguram que não há nenhum risco de desabamento”. 

A reportagem não conseguiu contato com Maria Cristina. Seu e-mail na Sudecap foi extinto, assim como suas páginas em redes sociais. O ex-secretário de Obras e de Infraestrutura José Lauro Nogueira deixou a pasta neste ano para ocupar o cargo de presidente da Prodabel. Outra servidora indiciada, Acácia Fagundes, também não trabalha mais na empresa, conforme informou a Sudecap. Os demais continuam na autarquia. 

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