Domingo tem jogo de xadrez entre Levir Culpi e Léo Condé

iG Minas Gerais |

É certo que o Atlético entrará em campo em Varginha com espírito completamente diferente daquele no Mineirão, no primeiro jogo da final. Não se sabe a forma de jogar que o técnico Levir Culpi adotará; isso ficaremos sabendo só quando a bola rolar. Mas é certo também que Léo Condé não mudará o jeito da Caldense, que precisará do mesmo resultado para conquistar o título. Como raramente acontece, principalmente contra um adversário de jogadores mais qualificados, o time de Poços de Caldas conseguiu jogar e não deixar o Galo jogar. Essa era a fórmula defendida pelo saudoso treinador Paulinho de Almeida, que dirigiu o Atlético nos anos 1980, porém, para ele o “fim justificava os meios”; valia parar o adversário de qualquer jeito; inclusive na “porrada”. Jogo limpo A Caldense, em momento algum, usou da violência, e aí é que reside o perigo para o Atlético, que está decidindo o título contra um time muito bem-preparado. O gramado é outro fator que poderá pesar a favor da Caldense: em Varginha, é totalmente diferente do Mineirão, Independência e Cidade do Galo. Bem mais alto, espesso, onde a bola rola em menor velocidade, dificultando para o Atlético, que explora o jogo veloz. Terá que se desgastar mais, como bem lembrou Tadeu Campos, nosso companheiro do jornal O TEMPO, coordenador de Projetos Especiais. No futebol, há detalhes que muitas vezes são até mais observados por quem não vive no meio. Placar perigoso O Duke publicou uma charge emblemática no Super Notícia de segunda-feira: o Galo preocupado porque terá que fazer 1 a 0 e não dois ou mais gols como em jogos recentes pela Libertadores da América e Copa do Brasil. Um alerta e tanto para que os jogadores não se acomodem e deixem a missão para os momentos finais da partida. Lamentável Infelizmente, Guilherme está novamente no estaleiro. Um grande jogador, porém, obrigado a conviver com as suas limitações físicas. Um caso para ser estudado com profundidade pela medicina esportiva e fisiologistas. Há muitos exemplos na história de atletas assim e para cada um a carga de jogos, treinos e alimentação precisa ser diferente. O problema é que um time de futebol não tem tempo para esperar. Tinga se retira Grande figura humana, de história de vida muito legal, ele curte o último dia como jogador profissional, já que hoje termina o seu contrato com o Cruzeiro. Tinga providenciou a mudança para Porto Alegre, onde a família se encontra e pretende continuar no mundo do futebol, agora como dirigente. Mantendo a humildade característica, diz que no Cruzeiro “ainda não, pois preciso me preparar para assumir função tão importante em um clube como este”. Pena de morte Já que não conseguiu salvar da pena de morte na Indonésia o traficante paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte, o governo brasileiro bem que poderia tentar salvar de pena quase tão rigorosa o jogador de futebol Jobson, do Botafogo. O crime dele foi na esfera esportiva, doping, que lhe valeu absurdos quatro anos de suspensão, da Fifa, cujos cartolas são amigos quase íntimos tanto do governo quanto dos políticos da oposição no Brasil. E o mais impressionante: Jobson não pode nem treinar junto com os seus companheiros no Botafogo. Se quiser que treine à parte, jogue peladas longe de estádios oficiais de treinos e partidas de qualquer competição oficial.

Fim da carreira Na prática, é a morte do futebol de Jobson, que vive disso. De repente, ele, que já teve graves problemas com as drogas, pode voltar à sarjeta e até morrer, fisicamente. A Fifa faz lembrar a Santa Inquisição, da Idade Média, e as suas determinações são cumpridas cordeiramente no mundo todo. Mas, diferentemente do governo indonésio, ela negocia, principalmente com quem enche os seus cofres, e nisso está muito grata ao Brasil, que lhe proporcionou os maiores lucros da história das Copas do Mundo, já que os nossos governos estaduais e federal dos mais variados partidos fizeram o que ela bem quis por aqui.

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