Provisórias têm a pior situação

Obra abandonada há um ano prejudica comércio e contribui para aumento da violência

iG Minas Gerais | Bárbara Ferreira |

O descaso e a falta de planejamento são perceptíveis nas estações Justinópolis, em Ribeirão das Neves, e São Benedito, em Santa Luzia, que ainda funcionam provisoriamente – e não há previsão para que as permanentes sejam inauguradas. Passando pelo local, o que se vê são estruturas inacabadas, com riscos para os usuários. Quem embarca nessas estações convive com plataformas pequenas, improvisadas e sem conforto. A reportagem de O TEMPO esteve nos locais no horário de pico da manhã, e, nas duas, cenas de correria, de desespero e de confusão se repetiram.

“Aqui é pequeno. As pessoas se espremem, e a estrutura não oferece nada. Não há espaço, bancos para esperar sentado ou fiscais para organizar as filas. Fora que fica na beira de um córrego com mau cheiro e que inunda quando chove”, diz a auxiliar de tesouraria Sheila Teixeira, 26, que diariamente embarca na estação Justinópolis, em Ribeirão das Neves. “Estamos aguardando, mas ninguém tem uma previsão de quando a nova estação será inaugurada”, completa.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) informa, em nota, que está concluindo o planejamento de obras para as duas estações e que ele será divulgado ao fim do processo, mas não há previsão para a inauguração das estações definitivas.

Abandono. A estação Bernardo Monteiro, no bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte, seria construída para receber os passageiros que vêm da região metropolitana. No entanto, ela não começou a ser erguida, e as obras estão paradas há cerca de um ano. O local está abandonado, e a rua onde ela se localiza está interditada.

“Essa obra parada acaba com a nossa clientela. O acesso é difícil, e temos que manter a loja fechada por causa da poeira e da sujeira. Percebo também um aumento dos índices de violência, tenho medo de circular por aqui. E não sabemos quando isso vai acabar”, diz a recepcionista Andréa Aparecida Ferreira, 44, que trabalha em uma loja em frente às obras da estação. De acordo com a Setop, a pasta está concluindo o plano de obras, e a prioridade é a conclusão das estações provisórias.

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